setembro 24

Belzebu: da mitologia cananeia à quimbanda afro-brasileira

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Belzebu – cujo nome tem origem no hebraico e é derivado de Baal Zebul ou Baal Zebub, também conhecido como Belzebuth – é uma divindade maligna advinda das mitologias filisteia e cananeia que ganhou destaque na Bíblia em várias passagens em que é considerado o próprio Diabo. Belzebu é um amálgama de duas entidades poderosas bastante conhecidas das mitologias cananeia e fenícia:

Baal: senhor dos trovões, da agricultura e da fertilidade; deus associado à morte e à crueldade; possuía os mesmos atributos de Zeus (pai dos deuses e dos homens na mitologia grega) ou Odin (deus principal do clã dos deuses na mitologia nórdica);

Zebub: deus das moscas e da pestilência.

Segundo a mitologia Zebub e Baal eram inimigos, até que Baal aliou-se a grandes magos de seu tempo para derrotar Zebub. Na batalha épica entre os dois deuses Zebub foi derrotado e suas forças se expandiram pelo cosmo, o que deu origem a um grande abismo que acabou por sugar os dois unindo-os num único ser – Baalzebub, cujo poder excedia ao dos dois deuses antes inimigos. Seu espírito foi lançado ao inferno até que foi resgatado por Satã – o chefe dos anjos rebeldes.

No cristianismo moderno Belzebu é um dos nomes do próprio diabo. Na demonologia cristã ele é um dos sete príncipes do inferno, sendo a personificação da gula – um dos sete pecados capitais. É também referenciado como o “Príncipe dos Demônios, Senhor das Moscas e da Pestilência, Mestre da Ordem”. É conhecido como O Quarto, por ser o quarto demônio mais poderoso do inferno – sendo inferior apenas a Lúcifer, Satã e Belfegor. Ainda de acordo com esta demonologia, Belzebu seria irmão mais velho de Lúcifer – pertencente à geração de Behemoth, pai de Belial, um dos demônios mais poderosos (Wikipedia).

No evangelho de Marcos há a seguinte passagem: “Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possuído por Belzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios” (3, 22). Nesta passagem Jesus é acusado de estar possuído pelo próprio demônio e assim conseguiria expulsar demônios de outras pessoas possuídas; ao que o Messias se defende, pois não poderia agir contra o diabo se estivesse possuído pelo mesmo.

belzebuEmbora seja assim apresentado na Bíblia, Belzebu era uma divindade adorada pelos filisteus e cananeus na cidade bíblica de Ekron, localizada a cerca de 30km de Jerusalém. Os cananeus depositavam oferendas perecíveis a esse deus; e ao entrarem em estado de putrefação nos altares, eram imediatamente tomadas por moscas – fato que fez com que os judeus passassem a zombar da divindade estrangeira nomeando-o ‘senhor das moscas’.

Na Quimbanda – segmentação da umbanda – Belzebu, juntamente com Lúcifer e Astaroth forma uma tríade, maioral entre os Exus (exatamente o oposto da trindade divina). Os trabalhos desta entidade na Quimbanda são voltados a alta magia amorosa, financeira, trazendo dons na sabedoria da manipulação dos elementos do cotidiano, e sobre os altos escalões sociais. É ele quem distribui os dons e poderes aos outros exus e pombas giras.

Cultuado por povos antigos, Belzebu é uma figura mitológica presente há muitos séculos na história da humanidade. Ser híbrido – metade homem, metade bode – Belzebu instiga a mente pela maneira como é retratado: sua imagem (além de chamar atenção por ser a de um híbrido entre um humano e um animal) também remete à androginia (pois tem características masculinas e femininas), possui asas como as dos anjos, além de duas luas à sua volta, um pentagrama em sua testa e a presença de duas serpentes que parecem saídas de seu corpo. A mesma imagem é também utilizada para retratar Baphomet – divindade pagã de tradições ocultas.

 

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.a12.com/formacao/detalhes/conhecendo-a-biblia-jesus-e-belzebu

Belzebu, Satanás e Lúcifer – parte II

https://pt.wikipedia.org/wiki/Belzebu

https://portaildoinferno.wordpress.com/2011/04/09/a-historia-de-belzebu-senhor-das-moscas/

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julho 9

Nova espécie de dinossauro é descoberta no Canadá

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Em artigo publicado na revista científica Plos One, nesta quarta-feira, dia 08 de julho, um grupo de pesquisadores canadenses anuncia a descoberta de uma nova espécie de dinossauro. Batizado de Wendiceratops pinhornensis – em homenagem à pesquisadora Wendy Sloboda, caçadora de fósseis de Alberta e responsável pela descoberta do sítio onde foram achados vários dinossauros, incluindo este – o animal “viveu há 79 milhões de anos e é um dos mais antigos membros conhecidos da família de grandes dinossauros com chifres que inclui o conhecido Triceratops” (Estadão), um dos últimos gêneros conhecidos de dinossauros não-aviários, extinto há 66 milhões de anos. Estima-se que o Wendiceratops “tinha cerca de seis metros de comprimento e pesava uma tonelada” (Estadão), o que equivale ao peso de um hipopótamo.

A descrição foi feita a partir de mais de 200 fósseis “encontrados na Formação Oldman, no sul de Alberta, Canadá” (Estadão). “Descobrimos partes do corpo, das patas e dos pés. Temos grandes partes do crânio, o que nos permitiu obter uma boa descrição desta nova espécie de dinossauro”, afirmou Michael Ryan, do Museu de História Natural de Cleveland (Diário de Pernambuco). Segundo os cientistas, “o animal era herbívoro e possuía uma espécie de bico semelhante ao dos papagaios” (Estadão), provavelmente utilizado para cortar ervas que estivessem próximas ao chão.

wendiceratops 2

“A cabeça do Wendiceratops era cheia de adornos, incluindo uma série de chifres retorcidos” (Estadão) e uma estrutura em forma de “babado” (envolvida também por vários chifres) que se projetava para trás da cabeça formando algo como um escudo. De acordo com David Evans, curador de paleontologia do Museu Real de Ontário, o novo dinossauro também tinha um grande chifre vertical no nariz e provavelmente possuía chifres sobre os olhos, o que o torna “um dos mais impactantes dinossauros de chifres já encontrados” (Estadão).

De acordo com Wendy Sloboda, “os fósseis do Wendiceratops foram encontrados em setembro do ano passado, quando a equipe de Evans fazia prospecções no sítio descoberto por ela” (Estadão) em 2010. Ainda segundo a pesquisadora, o que há de mais interessante na nova espécie são os chifres que formam estruturas em forma de “babados”, que podem ser descritos, segundo ela mesma, como chifres ornamentais.

De acordo com Evans, o novo animal “ajuda a entender os primeiros estágios da evolução da ornamentação do crânio desse grupo de dinossauros com chifres” (Estadão). Para os amantes da Paleontologia e áreas afins esta é mais uma grande oportunidade de entender mais sobre os gigantes que habitaram a Terra há milhões de anos atrás; e para o ‘meninos grandes’ é tempo de esperar ansiosamente por mais uma réplica em miniatura para compor a coleção.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geraldescoberto-no-canada-novo-dinossauro-com-chifres-ornamentais-e-bico1721821

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/07/08/internas_cienciaesaude,585469/familia-dos-triceratopos-aumenta-com-novo-dinossauro-descoberto-no-canada.shtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tricer%C3%A1topo

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agosto 23

Bela e cruel: a história de Erzsebet Báthory, a Condessa sangrenta

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A condessa Erzsebet Báthory (grafia original) ou Elizabeth Báthory (nome pelo qual também é conhecida) (Nyírbátor, 7 de agosto de 1560 — Csejte, 21 de agosto de 1614), foi uma das mulheres mais cruéis e sanguinárias que já existiram. Erzsebet tem ultrapassado os séculos mantendo-se na história, sendo conhecida como “A condessa sangrenta” ou “A condessa Drácula”. Os pais de Báthory pertenciam à famílias aristocráticas da Hungria: seu pai, o barão György Báthory, era irmão do príncipe András da Transilvânia; e sua mãe, Anna Báthory, era irmã do rei da Polônia; Erzsebet também era prima do marido da arquiduquesa Maria Cristina de Habsburgo, filha de Carlos II da Áustria.

Cresceu numa época em que forças turcas conquistaram a maior parte do território húngaro, tornando este um campo de batalha entre Turquia e Áustria. Ainda criança apresentou doenças repentinas, comportamento incontrolável e ataques epiléticos. Erzsebet era dotada de excepcional inteligência e possuía pleno controle de suas faculdades mentais.

Aos 11 anos ficou noiva do Conde Ferenc Nadasdy, passando a viver no castelo de sua família; aos 14 engravidou de um camponês, fato que a fez fugir para não complicar o casamento (Báthory deu à luz uma menina chamada Anastasia que veio a ser dada em adoção a um casal de camponeses); em maio de 1575 ela e o noivo se casaram. O Conde era oficial do exército e quando não estava em batalha ensinava à esposa métodos de tortura que deveriam ser aplicados a criados tidos como indisciplinados; no entanto, diz-se que Nadasdy não tinha conhecimento dos atos cruéis cometidos pela esposa na sua ausência.

Gravura de Erzsebet Báthory em um banho de sangue
Gravura de Erzsebet Báthory em um banho de sangue

Quando adulta, tornou-se uma das mais belas aristocratas de sua época, porém sua crueldade era imensurável, pois não só punia criados como inventava motivos para as punições e se deleitava com o sofrimento alheio, como enfiar agulhas embaixo das unhas ou nos mamilos das vítimas. Por volta de 1585 deu à luz uma menina – Anna; depois à Ursula, Katherina e em 1598 à um menino – Paul.

Em 1604 ficou viúva, fato que a fez mudar-se para Viena; a partir daí seus atos tornam-se mais cruéis e depravados. Erzsebet ganhou então uma companheira em seus crimes – Anna Darvulia, uma suposta praticamente de rituais de magia negra – que ensinou a ela novos meios de tortura, bem como lhe incitou o hábito de tomar banhos de sangue: diz-se que no inverno ela colocava suas criadas na neve e as banhava com água fria para que morressem por hipotermia; no verão amarrava suas vítimas e as banhava com mel, para que fossem devoradas vivas por insetos e outros animais. Marcava criadas com ferro quente, incendiava seus pelos pubianos e chegou a ter uma jaula em seu porão para torturar suas vítimas. Obsecada pela beleza e ávida buscadora da eterna juventude, a Condessa banhava-se no sangue das vítimas a fim de manter-se jovem e bela.

Em 1609, por ocasião de problemas de saúde, Darvulia não mais foi cúmplice da Condessa, porém ela arrebanhou outros para ajudá-la: um jovem chamado Janos, a ama de seus filhos – Helena Jo -, Dorothea Szentos, sua governanta, e Katarina Beneczky, uma jovem lavadeira por ela acolhida. Daí em diante deslizes como deixar corpos abandonados ao redor de sua moradia começaram a se tornar frequentes, o que acendeu sobre ela suspeitas de assassinato, dando origem a investigações sobre os crimes em 1610, ano em que foi presa e julgada.

Ruínas do Castelo de Erzsebet Báthory
Ruínas do Castelo de Erzsebet Báthory

Em 1611, como prova de sua crueldade, foram encontradas anotações com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela Condessa; além dos depoimentos de testemunhas. Seus cúmplices foram condenados à morte (apenas Katarina foi poupada provavelmente por ter se envolvido com um dos juízes) e Báthory à prisão perpétua em seu próprio castelo, num aposento sem portas nem janelas. Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614, aos 54 anos, tendo sido sepultada nas terras de Báthory, em Ecsed. Seu nome é reconhecido em toda a Europa como sinônimo de beleza e crueldade.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/misterios/bathory.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_Bathory

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junho 17

A Bíblia do Diabo

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Popularmente conhecido como a Bíblia do Diabo, O Codex Gigas foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteiro beneditino de Podlažice na Boémia (atual República Checa). O Codex tem capas de madeira, revestidas de couro e ornamentadas com motivos metálicos. Com 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, é o maior manuscrito medieval conhecido. Inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia – exceto para os livros de Atos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia “Etymologiae” de Isidoro de Sevilha, “Antiguidades Judaicas” e “Guerras dos Judeus” de Flávio Josefo, “Chronica Boemorum” (Crónica dos Boémios) e vários tratados sobre medicina. Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registro de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.

Codex Gigas
Codex Gigas

Cercado de lendas e mistérios, o Codex – atualmente preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo – tem atravessado os séculos suscitando questionamentos. Teria sido o gigantesco livro escrito por um único homem? Teria um monge escriba feito um pacto com o Diabo? Quanto tempo para que a obra ficasse pronta? Em 2010, a National Geographic apresentou o documentário The Satanic Bible (vídeo disponível abaixo) onde estudiosos tentam dar respostas a, pelo menos, algumas dessas perguntas. Independentemente do que seja – uma obra feita para adorar ao Diabo ou para mostrar a vitória de Deus sobre o mal – o fato é que o Codex é um artefato valiosíssimo, testemunha ocular de acontecimentos históricos; uma obra que suscita a imaginação humana, confundindo os limites entre a realidade e o sobrenatural.

Núrya Ramos

Referências

Google Imagens

http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Gigas

National Geographic

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março 30

Cassandra – a princesa profetisa

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Cassandra (em grego: Κασσάνδρα) era a filha mais bela do rei Príamo e da rainha Hécuba de Tróia. Irmã gêmea de Heleno, Cassandra era fiel servidora de Apolo e sacerdotisa de seu templo. Sua beleza era tão fascinante que Apolo apaixonou-se por Cassandra, e como presente ofereceu a ela o dom da profecia em troca de seu amor. A princesa aceitou a oferta, porém tempos depois rompeu sua parte no acordo. Como castigo Apolo retirou-lhe a credibilidade; desta maneira Cassandra continuaria sendo capaz de prever o futuro, porém suas palavras seriam desacreditadas por todos que a ouvissem. Tida como a profetisa da desgraça, Cassandra tornou-se desacreditada por seu próprio povo.

“E das minhas queixas desdenham,

E escarnecem da minha dor,

Só, tenho de levar para os desertos

O meu coração sofredor,

Sendo pelos ditosos evitada

E para os felizes um escárnio!

Severamente me castigaste,

Pítico, tu, malévolo deus!

(…)

A minha cegueira, dá-ma de novo

E o seu sentido alegre, obscuro.

Não mais cantei canções felizes

Desde a tua voz asseguro.

Deste-me o futuro de presente,

Mas privaste-me do momento,

 Levaste-me as horas felizes da vida.

Toma de volta o teu falso presente!”

(Trecho do poema Cassandra, de Friedrich Schiller; escrito no início de Fevereiro de 1802 e publicado no Taschenbuch für Damen für das Jahr 1803).

Prevendo a queda de Tróia e de seus heróis, Cassandra passou a alertar a todos sobre o trágico destino que se aproximava dos muros da cidade; a sacerdotisa apelou ao pai que o cavalo de madeira (engendrado por Ulisses) deixado como presente pelos gregos às portas de Tróia não fosse aceito, devendo ser destruído; porém o descrédito a que estava submetida fez com que nem mesmo seu pai, o rei Príamo, acreditasse nela. A cidade foi tomada pelos guerreiros gregos, incendiada e os homens e crianças do sexo masculino foram mortos durante o ataque.

“Para anunciar o teu oráculo,

Por que me enviaste à cidade,

Onde habitam os cegos eternos,

Se tenho o espírito iluminado?

Porque me levaste a ver

O que não me é concedido mudar?

O determinado tem de acontecer,

O temido tem de se aproximar.

 

De que serve levantar o véu,

Onde a tragédia se ameaça?

A vida vivemo-la no erro,

E o conhecimento é a morte.

Leva, oh!, leva a triste claridade,

Leva de mim o seu brilho sangrento!

Terrível é ser arauto fatal

Do teu conhecimento.”

 

(Trecho do poema Cassandra, de Friedrich Schiller)

A guerra de Tróia resulta na morte de Heitor – príncipe troiano e irmão de Cassandra – pelas mãos de Aquiles. Andrômaca, viúva de Heitor, é levada por Neoptólemo – filho de Aquiles – e escravizada por ele juntamente com Heleno, seu cunhado. Neoptólemo também foi responsável pelas mortes de Astíanax (filho de Heitor), Polites e Polixena (irmãos de Cassandra) e do rei Príamo. Com a cidade tomada pelos gregos, Cassandra refugiou-se no templo de Atena, onde foi descoberta e violentada por Ájax, filho de Oileu. Na partilha dos despojos de Tróia, a princesa é dada a Agamenon e levada por ele em sua viagem de volta à Micenas. Após a morte de Agamenon, Cassandra foi à Cólquida, de onde saiu com Zakíntio para fundar uma nova cidade, orientados pelos deuses.

“E vejo brilhar a espada assassina,

E os olhos da morte brilham,

Nem à direita ou à esquerda,

Posso escapar ao pesadelo.

Não posso voltar os olhos,

Sabendo e olhando; sem parentes,

Tenho de cumprir o meu destino,

Caindo em terra de outras gentes.”

 

(Trecho do poema Cassandra, de Friedrich Schiller)

Por se tratar de uma figura emblemática na história da mitologia, a princesa de Tróia e sacerdotisa de Apolo é usada como referência na denominação de um complexo definido como Mal de Cassandra ou Complexo de Cassandra, em que o indivíduo que o possui sofre pelo fato de alertar quanto à questões delicadas e enfrentar o descrédito dos demais. Musa inspiradora deste blog, Cassandra é uma personagem envolvente e demasiadamente interessante. Assim como a princesa troiana os que sofrem deste mal são tidos como desagradáveis e loucos. Há milhares de anos Cassandra passeia pela história, como a profetisa desacreditada dotada de um dom excepcional e extrema beleza; nos dias atuais Cassandra vive através daqueles que como ela falam aquilo que nem todo mundo quer ouvir.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/2011/01/cassandra-e-heleno-os-filhos-de-priamo.html

http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0531

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassandra

http://pt.wikipedia.org/wiki/Neopt%C3%B3lemo

http://solfirmino.blogspot.com.br/2008/09/tragdia-de-cassandra-princesa-de-tria.html

http://www.uc.pt/fluc/eclassicos/publicacoes/ficheiros/BEC41/12_-_CASSANDRA___VOX_FEMINA_TRAGICA.pdf

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