fevereiro 1

Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei

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Um amor de infância; uma amizade fiel. É assim para Pilar e seu melhor amigo. Mas após onze anos vivendo em lugares diferentes e mantendo contato apenas por cartas, os dois se reencontram em Madri; e todo o sentimento que havia sido guardado por tanto tempo, calado atrás de inúmeras correspondências reaparece com todo o seu vigor e força.

Ela sonhava passar em um concurso público, arranjar um bom emprego e um casamento estável; ele vivia entre as paredes de um mosteiro, em meio a preces, compromissos e milagres. Mas o encontro dos dois em Madri dará início a uma jornada breve, porém profunda; onde seus destinos dependem de uma única escolha: viver um amor há tempos cultivado ou abraçar uma vocação e planos rotineiros.

Neste livro, Paulo Coelho nos leva a reflexões profundas sobre os sonhos e o preço de nossas escolhas; a fé sem tabus e o encontro com Deus. Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei é um romance de 1994, de leitura atraente, agradável, enriquecedora e altamente reflexiva, onde amor, amizade, fé e devoção precisam encontrar um equilíbrio entre duas almas.

 

Núrya Ramos

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julho 22

Editora lançará diário de Renato Russo

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No próximo sábado (25/07/15), durante evento no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), a editora Companhia das Letras lançará obra importante para os fãs da banda Legião Urbana e admiradores de seu inesquecível vocalista Renato Russo. Intitulada ‘Só por hoje e para sempre – Diário do Recomeço’, trata-se do material no qual o cantor registrou sua passagem pela clínica de reabilitação Vila Serena, no Rio de Janeiro. A internação que durou 29 dias (entre abril e maio de 1993) rendeu desenhos, cartas, anotações e bilhetes, nos quais o cantor falou sobre sua relação com Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá (parceiros de banda), os amigos, a família, além de tratar sobre homossexualidade.

Internado para tratar o vício em álcool e drogas (cocaína e heroína), Renato Russo continuou expressando sua criatividade e emoções durante o tratamento. Giuliano Manfredini, único filho do cantor é quem assina a introdução do livro, sobre o qual escreve: “A leitura desses escritos permitirá aos leitores se aproximar de um Renato Russo que poucos tiveram a oportunidade de conhecer. Um Renato Russo íntimo: detalhista, sentimental, generoso”. Durante o evento haverá exibição do filme “Faroeste caboclo” e do documentário “Rock Brasília – Era de ouro”. A entrada é franca, porém algumas atividades estão sujeitas à lotação do auditório.

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Segue abaixo um trecho do livro previamente cedido para publicação e divulgação do mesmo, onde o líder da Legião Urbana se refere a uma apresentação da banda em Angra dos Reis:

Nossa pior apresentação deve ter sido em Angra dos Reis, em 1985, quando, além de beber, usei cocaína. Era um festival com várias bandas, pessimamente organizado. Não houve passagem de som e as guitarras estavam desafinadas e eu desafinei o tempo todo (logo eu, eleito o melhor cantor de rock pela revista Bizz e JB por seis anos seguidos). Se estivesse sóbrio, teria controle sobre a situação, em vez de insistir que o erro não era só meu (o que de fato não era, mas, sendo o líder da banda, a responsabilidade foi minha). Por acaso nosso técnico de som gravou a apresentação e fiquei a noite inteira ouvindo aquilo, muito, mas muito chateado e frustrado. Me senti um perfeito idiota e prometi q. isso nunca mais iria acontecer. Me senti muito mal depois, emocionalmente.”

 

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://g1.globo.com/musica/noticia/2015/07/renato-russo-leia-trecho-do-diario-do-rehab-so-por-hoje-e-para-sempre.html

Google Imagens

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abril 13

O Segredo do Anel

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Teoria da conspiração; Jesus casado com Maria Madalena e pai de seus filhos; um enredo diferente da milenar história contada pela bíblia e disseminada pela Igreja Católica e outros ramos do Cristianismo; uma mocinha em busca de uma verdade que, caso trazida à tona, pode mudar os rumos da história mundial; um segredo guardado há milênios. Você já leu isso em algum lugar? Provavelmente sim. Mas não estou falando de O Código da Vinci ou outra obra do gênero, e sim do romance de Kathleen McGowan intitulado O Segredo do Anel, lançado em 2006 no Brasil pela Editora Rocco.

Trazendo como subtítulo ‘O legado de Maria Madalena’, a obra trata da empreitada da heroína Maureen Paschal em busca da verdade não contada sobre a história de Jesus Cristo. Tudo inicia-se quando Maureen refazendo o percurso da Via Crucis em razão de uma pesquisa para seu novo livro, depara-se com um mercador que presenteia-lhe com uma joia antiga – um anel um tanto quanto curioso cujo símbolo Maureen desconhece. Após o lançamento, o anel que aparece na mão da personagem na capa do livro é reconhecido por um nobre francês misterioso e sedutor chamado Berenger Sinclair.

Acreditando estar em face da Escolhida tão esperada pelos filhos da linhagem – os descendentes de Jesus e Madalena – Sinclair lança-se ao encontro de Maureen com uma proposta tentadora: uma estadia em seu castelo onde lhe revelaria o segredo em torno da morte misteriosa do pai de Maureen, prometendo contar-lhe a história que poucos conhecem em torno do passado da humanidade. Tentada a desvendar estes segredos a heroína vai ao encontro do nobre acompanhada de seu primo e mentor, o padre Peter Healy.

Inúmeros acontecimentos engolfam os personagens numa trama de segredos e conspirações onde nenhum deles é o que parece ou diz ser. Sociedades secretas também fazem parte deste enredo que muitos questionamentos suscita no leitor e que se dedica a refazer a reputação de mulheres que foram difamadas ao longo dos séculos. Embora intitule-se ficção, o romance parte da famosa conspiração em torno da vida humana de Jesus; o papel de Madalena, Salomé, Pilatos, Judas, João Batista e Maria – muitos deles apresentados pela autora como injustiçados pela história contada há milênios.

No emaranhado desta teia encontram-se obras famosas de grandes pintores interpretadas à luz da verdadeira história que estaria encoberta longe dos olhos de todos nós. O Segredo do Anel segue uma linha vendável pelo encantamento que exerce em seus leitores quando se trata de falar do que está escondido sob a poeira do tempo e do que poderia ser nosso presente e nosso futuro se a história contada obedecesse à realidade e não a manipulação do que foi escrito.

Núrya Ramos

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fevereiro 23

Água para Elefantes

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Embora já conhecido do grande público, estou aqui hoje para indicar o livro Água para Elefantes, de Sara Gruen. Publicado em 2006 nos EUA e lançado no Brasil em 2007 pela Sextante, a narrativa conta a história de Jacob Jankowski – um jovem estudante de veterinária que perde os pais num acidente automobilístico às vésperas de realizar as provas finais antes da formatura. Órfão, sem parentes e falido em decorrência das dívidas do pai, Jacob abandona sua casa e embarca clandestinamente em um trem durante a noite, que ele posteriormente descobre pertencer ao Circo Irmãos Benzini – O maior espetáculo da Terra.

Sem ter para onde ir e quase expulso do trem, Jacob é contratado para cuidar dos animais quando Tio Al – o diretor do circo – toma conhecimento de que o rapaz quase tornou-se um veterinário. A nova rotina muda totalmente a vida de Jacob – antes acostumado à quietude do interior. Tudo torna-se ainda mais novo quando ele conhece e se apaixona por Marlena, esposa de August (o treinador dos bichos) e grande estrela do show com os cavalos. Correspondido e proibido de viver seu amor, Jacob se encanta por Rosie – a elefanta comprada para salvar o circo da falência – e a ela dispensa seu afeto e proteção durante o correr dos dias.

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Levado às telas de cinema em 2011 pelo diretor Francis Lawrence, Água para Elefantes é estrelado por Robert Pattinson (no papel de Jacob Jankowski), Reese Witherspoon (como Marlena) e Christoph Waltz (August). Enquanto conta suas memórias Jacob faz uma viagem detalhada ao passado, dando ao leitor/espectador a sensação de estar de fato em um circo itinerante. O dia-a-dia circense e os fatos tristes que ocorrem longe dos olhos da plateia (como os maus tratos aos animais) também são vistos na obra.

Ao leitor deste blog que, porventura, ainda não tenha lido este romance ou não tenha visto o filme, vale a pena conferir cada um. Há muitas belezas no enredo de Água para Elefantes; nas palavras da própria autora “a vida é o maior espetáculo da Terra”.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Water_for_Elephants_%28filme%29

http://pt.wikipedia.org/wiki/Water_for_Elephants

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dezembro 31

Nos Ombros do Cão

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“Não havia um só cão para espiá-lo fazer a barba, ou farejar seus pés sobre o cimento nu, olhos a espreitar de esguelha, zigue-zagues pelo pátio, arrastar de pernas, penas, botas, botinas, mágoas.
Não era domingo, e também não era noite para se tentar esconder as marcas dos corpos. Os cortes dos copos. Giletes. Estiletes. Pontas de facas.”

Assim se inicia o romance Nos ombros do cão de autoria do escritor mato-grossense Miguel Jorge. Como pano de fundo desta narrativa um dos períodos mais nebulosos da história brasileira: a ditadura militar. A trama em torno do assassinato de Ana – uma menina loira de olhos inocentes – pelo açougueiro do bairro – Gregório, o Galego – expõe uma época da vida brasileira onde os acontecimentos rotineiros e banais convivem com a repressão, a tortura, as prisões e os crimes do governo dos militares.
A obsessão de Galego por Ana, a luta de Masael – líder estudantil do Liceu de Goiânia, a perseguição dos governantes, o silêncio e ausência de Lilás – a mãe de Ana – são fios que conduzem o leitor a mergulhar nesta história carregada de mistérios, sofrimentos e sombras. Lançado em 1991 pela Editora Siciliano e vencedor do Prêmio Biblioteca Nacional, Nos ombros do cão é um romance denso, forte e envolvente, que perscruta o que há de mais profundo e aterrorizante no ser humano.
Numa época em que as perseguições, o jogo de interesses e os desmandos do governo ditavam os rumos da vida da população, a luta incessante por justiça e a busca incansável por liberdade não surgem como meros figurantes, e sim, como elementos cruciais desta estória que envolve e sensibiliza o leitor. Nos ombros do cão é uma excelente obra literária que proporciona a quem mergulha em seu universo se sentir como se personagem da obra fosse.

Núrya Ramos

Fonte:
JORGE, Miguel. Nos ombros do cão. São Paulo, Siciliano, 1991.

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outubro 2

Um Passe de Mágica

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Em Um Passe de Mágica (obra escrita em 1952, de autoria da “Rainha do Crime” – como é conhecida a célebre romancista policial britânica Agatha Christie), temos mais uma aventura de Miss Marple (famosa personagem presente em outras obras de Agatha). Quando convidada pela velha amiga Ruth a fazer companhia por uns dias à sua irmã Carrie Louisie, Miss Marple nem imagina o que encontrará ao chegar em Stonygates – antiga mansão de Carrie onde ela reside com sua família.

Além da numerosa família e empregados, a casa ainda abriga uma escola-reformatório – onde existem crianças carentes e delinquentes juvenis. É neste cenário que Miss Marple depara-se com 03 crimes: o marido de Carrie sofre uma tentativa de assassinato, o enteado dela é morto e há a suspeita forte de que a própria Carrie Louisie esteja sendo envenenada.

Carregando a marca de Agatha em sua trama inteligente, bem tecida e com finais inesperados, Um Passe de Mágica proporciona ao leitor o suspense dos bons romances policiais sem cair na mesmice. Ao mergulhar na trama, é possível sentir-se como a própria Miss Marple: unindo pistas para solucionar um quebra-cabeças e desvendar a identidade do assassino. Solucionar o estratagema deste livro pode não parecer tão fácil, mas há que se lembrar sempre dos truques simples que dão vida à mágica.

Núrya Ramos

 

Fonte:

CRISTIE, Agatha. Um passe de mágica. 1ª. ed. Nova Fronteira: L&PM Pocket, Porto Alegre, 2006.

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setembro 20

Paris é uma Festa

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“Se você teve a sorte de viver em Paris, quando jovem, sua presença continuará a acompanhá-lo pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa móvel.” Esta frase é de Ernest Hemingway (1899-1961); escrita em 1950 retrata o amor deste gênio literário por Paris – a cidade luz.

Baseado nas memórias do autor sobre sua vivência na capital francesa (1921 a 1926), Paris é uma Festa carrega um pequeno mistério deixado pelo próprio Hemingway ao por a cargo do leitor a definição da obra como ficção, se assim desejar. Iniciado no outono de 1957 e finalizado na primavera de 1960, em Cuba, o livro só foi lançado três anos após a morte de Ernest, em 1964.

paris é uma festa

Referindo-se aos tumultuados e felizes anos 20, a obra traz fotografias em preto e branco onde é possível ver o autor e outras personagens da época, bem como um boulevard – o Café du Dôme, ponto de encontro da burguesia parisiense. Com pitadas de amor, ironia, humor e saudosismo, Paris é uma Festa retrata a cidade que encantou o autor e apresenta seus amigos e desafetos.

Revelando mais do homem que do escritor, a obra tem grande valor literário no cenário mundial ao reviver a Paris dos primeiros tempos de Hemingway, quando o escritor – em suas próprias palavras – era muito pobre e muito feliz.

Núrya Ramos

Fontes:

HEMINGWAY, Ernest. Paris é uma Festa. Círculo do Livro, São Paulo.

http://www.folhetimonline.com.br/2012/07/12/resenha-paris-e-uma-festa-ernest-hemingway/

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