junho 17

A Bíblia do Diabo

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Popularmente conhecido como a Bíblia do Diabo, O Codex Gigas foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteiro beneditino de Podlažice na Boémia (atual República Checa). O Codex tem capas de madeira, revestidas de couro e ornamentadas com motivos metálicos. Com 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, é o maior manuscrito medieval conhecido. Inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia – exceto para os livros de Atos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia “Etymologiae” de Isidoro de Sevilha, “Antiguidades Judaicas” e “Guerras dos Judeus” de Flávio Josefo, “Chronica Boemorum” (Crónica dos Boémios) e vários tratados sobre medicina. Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registro de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.

Codex Gigas
Codex Gigas

Cercado de lendas e mistérios, o Codex – atualmente preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo – tem atravessado os séculos suscitando questionamentos. Teria sido o gigantesco livro escrito por um único homem? Teria um monge escriba feito um pacto com o Diabo? Quanto tempo para que a obra ficasse pronta? Em 2010, a National Geographic apresentou o documentário The Satanic Bible (vídeo disponível abaixo) onde estudiosos tentam dar respostas a, pelo menos, algumas dessas perguntas. Independentemente do que seja – uma obra feita para adorar ao Diabo ou para mostrar a vitória de Deus sobre o mal – o fato é que o Codex é um artefato valiosíssimo, testemunha ocular de acontecimentos históricos; uma obra que suscita a imaginação humana, confundindo os limites entre a realidade e o sobrenatural.

Núrya Ramos

Referências

Google Imagens

http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Gigas

National Geographic

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abril 4

Ágora

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Recentemente lancei aqui no Oráculo um post sobre uma das mais interessantes personagens da história da humanidade: Hipácia (o post pode ser consultado na categoria História deste blog sob o título: Hipácia -a representação da mulher na célebre Alexandria). Esta mulher destemida, determinada e sábia, me cativou no primeiro instante; não só por tudo que representou para a ciência, como pelo que representa até hoje para os que conhecem sua história. Hipácia viveu em Alexandria (Egito), numa época em que o Cristianismo começou a ganhar força e espaço; seus ensinamentos, sua busca incansável pelo conhecimento e pela verdade, fizeram dela um alvo fácil para os cristãos intolerantes e violentos de sua época, que não admitiam que outros povos pudessem ter outras crenças e outras culturas que não fossem as da nova doutrina. Hipácia poderia ser perfeitamente a representação humana de Atena – deusa da sabedoria.

Para os que gostariam de conhecer mais sobre esta mulher que marcou a história da humanidade com sua bravura e inteligência, indico hoje o filme Ágora (no Brasil, Alexandria), do diretor Alejandro Amenábar. Lançado em 2009, a produção traz Rachel Weisz interpretando Hipácia de maneira brilhante e como personagem central da trama. O filme inicia-se com Hipácia já lecionando na Academia de Alexandria; uma reconstituição de como pode ter sido a famosa biblioteca também é vista nesta produção. Sei que não estou indicando um filme inédito, mas Ágora merece ser visto e revisto dezenas de vezes, pois é uma trama envolvente que permite ao espectador se sentir dentro da própria Alexandria. Imagino como deveria ser fascinante ser aluno de Hipácia, e deliciar-se com o seu conhecimento. Ágora é mais que uma produção cinematográfica: é um resgate da história da última cientista de Alexandria; uma mulher à frente de seu tempo que ousou permanecer em sua busca pela verdade, desafiando o poder da Igreja Católica. Abaixo um link para que o amigo leitor possa assistir Ágora e inebriar-se de cultura e história durante 126 min.

http://filmesdubladosgratis.com.br/2013/04/alexandria-2.html

Núrya Ramos

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