junho 17

Os Barcos

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Você diz que tudo terminou

Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou pra você

São só palavras, texto, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto, um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos

E há muito estou alheio e quem me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno
É dor, se há, tentava, já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor, se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade e você com outro alguém

E você diz que tudo terminou

Mas qualquer um pode ver

Só terminou pra você
Só terminou pra você

(Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo)

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outubro 13

En el Muelle de San Blas

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Por 41 longos anos, Rebeca Mendéz Jiménez esperou pelo amor de sua vida no cais de San Blas. Esta é a síntese da triste história da mulher que ficou conhecida como ‘a louca da primavera de San Blas’. A história dela possui várias versões e, infelizmente, não se conhece a verdadeira.

Uma espécie de lenda local afirma que, quando jovem, Rebeca teria se apaixonado por um jovem pescador chamado Manuel. Um dia, ao sair para o mar, ele afirmou que voltaria em breve para que os dois se casassem. A felicidade era tanta que Rebeca teria vestido sua roupa de noiva e ido para o cais aguardar o retorno do amado; no entanto, um furacão vitimou Manuel e ele não mais retornou. A jovem passou a perambular sem direção pelas ruas do Porto, sempre usando seu vestido de noiva e um véu cobrindo a cabeça (dizia ela que era para que o noivo a reconhecesse ao voltar); às vezes ela sentava-se diante do farol e ficava contemplando o voo das gaivotas.

Rebeca Jiménez
Rebeca Jiménez

Em outra versão Rebeca teria se envolvido com um comerciante do Porto conhecido por Laos; sempre gentil com ela os dois teriam vivido juntos por certo tempo e então Laos lhe prometeu casamento; porém, na data marcada, Laos não compareceu à Igreja de San Blas, pois teria sido atropelado durante uma viagem à Guadalajara e quando levado ao hospital teria falecido, deixando Rebeca sozinha e desconsolada.

Certo dia, enquanto vendia doces vestida de noiva em Puerto Vallarta, Rebeca foi vista por Fher Maná, vocalista da banda de rock mexicana Maná. Quando questionada por ele pelo seu traje, Rebeca lhe explicou o por que de estar ali. Fher declarou posteriormente que enquanto conversava com ela uma canção veio imediatamente em sua cabeça. A experiência do cantor e a história de Rebeca deram origem à música En el Muelle de San Blas – sucesso da banda.

Rebeca morreu em 18 de setembro de 2012 aos 63 anos de idade, e as autoridades locais estariam planejando erigir uma estátua em sua homenagem no citado Porto. Suas cinzas foram espalhadas nas praias de San Blas, como ela assim desejava. Algumas pessoas acreditam que ela finalmente se reuniu com o amor de sua vida na eternidade. Rebeca é lembrada pelos habitantes locais como um símbolo do amor e de esperança.

Abaixo você confere o clipe oficial da música (gravado entre 24 e 25 de março de 1997 no cais em questão), sua letra e tradução em português.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=30223

http://letras.mus.br/mana/24195/traducao.html

 

En el Muelle de San Blas – Maná

Ella despidió a su amor
Él partió en un barco en el muelle de San Blas
Él juró que volvería
Y empapada en llanto ella juró que esperaría
Miles de lunas pasaron
Y siempre ella estaba en el muelle esperando
Muchas tardes se anidaron
Se anidaron en su pelo y en sus labios

Llevaba el mismo vestido
Y por si él volviera no se fuera a equivocar
Los cangrejos le mordían
Su ropaje, su tristeza y su ilusión
Y el tiempo se escurrió
Y sus ojos se le llenaron de amaneceres
Y del mar se enamoró
Y su cuerpo se enraizó
En el muelle

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Su cabello se blanqueó
Pero ningún barco a su amor le devolvía
Y en el pueblo le decían
Le decían la loca del muelle de San Blas
Y una tarde de abril
La intentaron trasladar al manicomio
Nadie la pudo arrancar
Y del mar nunca, jamás la separaron

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con el sol y el mar

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Se quedó, se quedó
Sola, sola
Se quedó, se quedó
Con el sol y con el mar

Se quedó ahí
Se quedó hasta el fin
Se quedó ahí
Se quedó en el muelle de san blas
Sola, sola, se quedó

 

 No cais de San Blas

Ela despediu-se do seu amor
Ele partiu em um barco no cais de San Blas
Ele jurou que voltaria
E encharcada em choro ela jurou que esperaria
Milhares de luas passaram
E sempre ela estava no cais esperando
Muitas tardes se enrolaram
Se enrolaram no seu cabelo e nos seus lábios

Usava o mesmo vestido
E para que se ele voltasse, não se enganasse
Os caranguejos a mordiam
Suas roupas, sua tristeza e sua ilusão
E o tempo se passou
E seus olhos se encheram de amanheceres
E pelo mar se apaixonou
E seu corpo se enraizou
No cais

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Seu cabelo se branqueou
Mas nenhum barco devolvia o seu amor
E no povoado lhe chamavam
Lhe chamavam a louca do cais de San Blas
E uma tarde de abril
Tentaram levá-la ao sanatório
Ninguém conseguiu arrancá-la
E do mar nunca, jamais a separaram

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor o mar

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Ficou, ficou
Sozinha, sozinha
Ficou, ficou
Com o sol e com o mar

Ficou nesse lugar
Ficou até o fim
Ficou nesse lugar
Ficou, no cais de San Blas
Sozinha, sozinha, ficou




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