setembro 9

O cotidiano no trabalho e a alienação

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Ao ingressar numa instituição, num novo universo de trabalho, o profissional deve buscar conhecer em primeira instância a dinâmica das ações ali realizadas para que, só então, possa construir sua rotina de trabalho baseando-se nas ações já existentes. No entanto, segundo Magalhães (2006), em instituições marcadas pela burocracia, pelo imediatismo das ações, pela demanda excessiva e urgência nos atendimentos, muitos profissionais deixam-se enredar pela ação rotineira, passando à função de “tarefeiros”, sem tempo para refletir sobre suas ações.

O risco de tornar-se um “tarefeiro”, um mero repetidor de atos mecânicos, é imensurável, uma vez que agindo desta forma “cristalizamos” a história, não há a promoção de mudanças ou melhorias. Uma cultura organizacional focada apenas na burocracia e hierarquia está fadada à repetição e ao ritmo solidificado das ações – onde não há espaço para o dinamismo, a correção dos erros e a inovação. Resulta que a lentidão dos serviços e sua pouca eficácia tornam-se os pontos mais sobressalentes – revelando gestores engessados, antiquados, com complexo de superioridade e ausência de sentimento de trabalho em equipe.

Profissionais das áreas de ciências humanas e sociais, como os assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, por exemplo, necessitam redobrar o cuidado para que sua atividade laboral não caia na rotina institucional mecanicista, deixando assim de atender a população usuária em suas necessidades e ferindo princípios constitucionais essenciais.

Para Heller apud Magalhães, o cotidiano “é a esfera da sociedade que mais possibilita a alienação” (2006, p. 17). E por que isto ocorre? Ocorre porque o cotidiano vem a ser o conjunto daquilo que acontece todos os dias e que se classifica, consequentemente, como banal; ou ainda, a relação espaço-temporal onde se dá a vivência diária. Partindo desta premissa, o cotidiano representa a rotina mecanicista das instituições, que acaba por fazer diminuir a capacidade dos indivíduos de pensar ou agir por si próprios, gerando, assim, a alienação.

Portanto, para que os profissionais não se deixem enredar pela prática imediatista desconstituída de inovações e, muitas vezes, ineficaz, deve-se implementar na construção do exercício profissional a superação das limitações e barreiras como prática diária, através da qual seja refletida a competência e o comprometimento com o projeto ético-político profissional e com a defesa dos direitos dos cidadãos.

 

Núrya Ramos

 

Referência:

MAGALHÃES, Selma Marques. Avaliação e linguagem: relatórios, laudos e pareceres. 2ª. ed. São Paulo, Veras, 2006.

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setembro 17

O que Serviço Social quer dizer

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Neste artigo publicado em 2011, o autor Vicente de Paula Faleiros analisa os discursos existentes acerca do Serviço Social e compara as diversas concepções que já definiram esta profissão ao longo de sua história. Retomando olhares de diversos autores sobre este tema, Faleiros menciona ainda eventos e documentos (como as encíclicas Rerum Novarum e Quadragesimmo Ano) importantes na construção do discurso sobre o que é Serviço Social. Leitura pertinente e relevante aos profissionais e acadêmicos da área, este artigo colabora para desconstruir conceitos superficiais e banais sobre a profissão.

Segue artigo em pdf:

O que Serviço Social quer dizer

Núrya Ramos

 

Fonte:

FALEIROS, Vicente de Paula. O que Serviço Social quer dizer. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 108, p. 748-761, out./dez. 2011.

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abril 25

O instrumental técnico do Assistente Social

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Olá, pessoal. Hoje estou aqui pra deixar mais um material que venha colaborar com você que é acadêmico de Serviço Social, você que é professor ou professora deste curso, você que já é profissional – mas que gostaria de relembrar algumas coisas, enfim a todos que se interessarem pelo assunto. Desconheço a autoria da apresentação abaixo, mas por ser clara, objetiva e lúdica, gostaria de compartilhá-la com vocês, a fim de colaborar com o aprendizado de todos acerca do instrumental técnico que utilizamos no dia a dia da profissão; afinal ser Assistente Social não é apenas portar um diploma: é ter o compromisso com a profissão, com as competências que este curso nos traz, com as instituições em que atuamos, com o código de ética a que respondemos, mas acima de tudo com os usuários dos serviços. E para trabalhar com qualidade e eficiência é necessário saber como usar os instrumentos a nosso favor, e a favor do bom atendimento ao cidadão. Por isso – repito – trago esta apresentação para que todos possam aprender ou relembrar os instrumentos que utilizamos no cotidiano profissional. Abaixo segue também o link onde este material pode ser encontrado. Boa leitura e bons estudos!

Instrumentos

www.pia.ufpa.br/Arquivos%202012/Instrumentos.ppt

Núrya Ramos

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março 27

Indicação de leitura

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Mediante às constantes transformações e manifestações da questão social, o Assistente Social necessita de preparo no enfrentamento dos problemas atuais. O Serviço Social na cena contemporânea – de Marilda Iamamoto – é o artigo que indico hoje, pela leitura rica e proveitosa que proporciona não só aos acadêmicos de Serviço Social bem como aos profissionais desta área. O artigo aborda situações atuais e que exigem olhares atentos. Desejo a todos uma boa leitura e bons estudos!

» O Serviço Social na cena Contemporânea

Núrya Ramos

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