agosto 5

Srinivasa Ramanujan – gênio matemático

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Srinivasa Aiyangār Ramanujan nasceu em Erode, pequena localidade a 400 km a sudoeste de Madras (hoje Chennai), Tamil Nadu, na Índia, a 22 de dezembro de 1887. Aos cinco anos iniciou seus estudos na escola impressionando a todos com sua inteligência. Ganhou uma bolsa para o Liceu de Kumbakonam, onde também despertou a admiração de colegas e professores. Na adolescência passou a estudar sozinho séries aritméticas e geométricas. Aos 15 anos de idade descobriu soluções de polinômios de terceiro e quarto grau. Nesta idade teve contato com a obra que influenciou sua maneira de interpretar a matemática; trata-se do livro intitulado Synopsis of Elementary Results on Pure Mathematics” de autoria de George Shoobridge Carr (1837–1914) – matemático britânico, professor da Universidade de Cambridge. A obra apresentava cerca de 6.000 teoremas e fórmulas, porém com poucas demonstrações.

Após “esgotar” a geometria, Ramanujan passou a dedicar-se à álgebra. Aos 16 anos perdeu a bolsa de estudos por ter sido considerado insuficiente nos exames de inglês a que foi submetido, passando a estudar matemática de forma autodidata – sem livros ou outras fontes documentais; chegando a ultrapassar os trabalhos do professor Carr.

Estudos de Ramanujan

Entre privações, trabalhos e estudos solitários, recriou vários estudos no campo da matemática – fato que só reafirma sua genialidade nesta ciência. Casou-se em 1909, aos vinte e um anos de idade, com Janaki Ammal. Na época, Janaki tinha apenas nove anos, vindo a se consumar o casamento apenas quando ela atingiu a maioridade.  Em 1910 precisou passar por uma intervenção cirúrgica, pois sofria de hidrocele testicular (acúmulo de fluido límpido no interior da túnica vaginal – a membrana mais interna que contém o testículo). Como sua família não dispunha de meios para pagar o procedimento, um médico local o operou gratuitamente. Através da influência de amigos empregou-se como contador no porto de Madras e passou a frequentar uma universidade local como ouvinte. Impressionados com seu talento os professores o aconselharam a enviar seus trabalhos ao matemático inglês Godfrey Harold Hardy (1877-1947), que o convidou em 1913 a ir para Cambridge (Inglaterra), sendo a viagem realizada naquele mesmo ano.

Em Cambridge, Ramanujan trabalhou durante cinco anos, onde desenvolveu mais ainda seu potencial. Ingressou na Royal Society de Ciências e tornou-se professor no Trinity College. Em 1919 contraiu tuberculose e voltou à Índia, onde morreu em 26 de abril de 1920, em Kumbakonam, aos 32 anos de idade. Sua viúva, Janaki Ammal, viveu em Chennai até 1994, ano em que veio a falecer.

“Ramanujam vivia somente para a matemática e parecia não se interessar por outros assuntos, pouco se preocupava com artes e com literatura. Em Cambridge criara uma pequena biblioteca com informações sobre fenômenos que desafiavam a razão. Em suas descobertas havia os mais abstratos enigmas a respeito das noções de números, em especial sobre os números primos. O Ramanujan Journal, um periódico internacional, foi criado para publicar trabalhos de todas as áreas da matemática influenciadas por ele” (Wikipedia).

 G. H. Hardy
John Littlewood

Segundo Hardy, que orientou o matemático indiano juntamente com John Littlewood (1885-1977), “as descobertas de Ramanujan são extraordinariamente ricas e que muitas vezes há mais nelas do que é visto inicialmente” (Wikipedia). Entre seus trabalhos e descobertas mais conhecidos estão:

Constante de Landau-Ramanujan;

Função teta de Mock;

Constante de Ramanujan-Soldner (constante matemática definida como o zero positivo exclusivo da função integral logarítmica);

Função teta de Ramanujan (generaliza a forma das funções tetas de Jacobi, enquanto mantém suas propriedades gerais);

Soma de Ramanujan;

Identidades de Rogers-Ramanujan.

Ramanujan (ao centro) e Hardy (à direita), numa fotografia de                   grupo na entrada do Trinity College, em Cambridge.

As contribuições de Ramanujan são essenciais para o campo da matemática, sendo seus trabalhos uma base fundamental para estudiosos desta ciência. Em 2004, o Centro Internacional de Física Teórica Abdus Salam (cuja sede localiza-se próximo a Miramare, a cerca de 10km da cidade de Trieste, Itália) criou o Prêmio Ramanujan ICTP, que destina-se a pesquisadores de um país em desenvolvimento e que tenham idade inferior a 45 anos. O prêmio é apoiado pela Academia Norueguesa de Literatura e Ciências através da Fundação Abel, com a cooperação da União Internacional de Matemática e foi concedido pela primeira vez em 2005 ao matemático brasileiro Marcelo Viana, que trabalha com sistemas dinâmicos e teoria do caos.

 

Núrya Ramos

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Srinivasa_Ramanujan

https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/Ramanujan%25E2%2580%2593Soldner_constant&prev=search

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fun%C3%A7%C3%A3o_teta_de_Ramanujan

https://nationalgeographic.sapo.pt/ciencia/grandes-reportagens/1173-ed-especial-numeros-primos-fev2017

http://www.wikiwand.com/pt/Pr%C3%AAmio_Ramanujan_ICTP

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