agosto 6

Até Quando Esperar

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Não é nossa culpa nascemos já com uma benção
Mas isso não é desculpa pela má distribuição

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração? (2x)

Até quando esperar?
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber?
Que aquele abençoado
Poderia ter sido você

Com tanta riqueza por aí, onde é que está
cadê sua fração? (2x)

Até quando esperar até me ajoelhar (2x)
Esperando a ajuda de Deus

Posso vigiar teu carro, te pedir trocados
Engraxar seus sapatos (2x)

Não é nossa culpa nascemos já com uma benção
mas isso não desculpa pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
cadê sua fração?
Até quando esperar a plebe ajoelhar
esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda do divino Deus

– Plebe Rude –

-93

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agosto 1

Canção do Exílio

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Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

 

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

 

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar — sozinho, à noite —

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

– Gonçalves Dias –

-57

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julho 30

A Pirâmide

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No deserto do Cairo, no Egito, uma equipe de arqueólogos encontra uma pirâmide diferente das já conhecidas pirâmides de Gizé. Com apenas três lados (e não quatro como as demais), a pirâmide submersa nas areias do deserto egípcio guarda segredos importantes para a enigmática civilização milenar. Em meio a protestos nas ruas do Cairo e pressionados a deixar o local das escavações, a equipe se lança a uma incursão rápida pelo interior da pirâmide, acompanhados por uma repórter e um cinegrafista presentes no local especialmente para documentar a nova descoberta.

Cena do filme A Pirâmide
Cena do filme A Pirâmide

No entanto, logo no início da exploração a equipe se vê perdida dentro de seu próprio achado; na tentativa de encontrar a saída eles se deparam com armadilhas milenares feitas pelos construtores. Hieróglifos nas paredes dão conta de que a rara pirâmide não é a última morada de um faraó, e sim uma engenhosa criação que guarda algo assustador, inimaginável até mesmo para aqueles que se debruçam sob a mitologia do maravilhoso país africano banhado pelas águas do Nilo. Lançado em 2014, sob direção de Grégory Levasseur, A Pirâmide tem enredo inteligente e surpreendente, onde o cenário e a história egípcios fazem toda a diferença ao desenrolar da trama.

 

Núrya Ramos

 

Segue link onde o filme pode ser visto com boa qualidade:

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-a-piramide-dublado-online.html

-70

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julho 26

Você Pode Ir Na Janela

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Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta

Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim

Mas se vai

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer

E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei

Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo

Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei

Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim

 

Intérprete: Gram

-65

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julho 22

Editora lançará diário de Renato Russo

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No próximo sábado (25/07/15), durante evento no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), a editora Companhia das Letras lançará obra importante para os fãs da banda Legião Urbana e admiradores de seu inesquecível vocalista Renato Russo. Intitulada ‘Só por hoje e para sempre – Diário do Recomeço’, trata-se do material no qual o cantor registrou sua passagem pela clínica de reabilitação Vila Serena, no Rio de Janeiro. A internação que durou 29 dias (entre abril e maio de 1993) rendeu desenhos, cartas, anotações e bilhetes, nos quais o cantor falou sobre sua relação com Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá (parceiros de banda), os amigos, a família, além de tratar sobre homossexualidade.

Internado para tratar o vício em álcool e drogas (cocaína e heroína), Renato Russo continuou expressando sua criatividade e emoções durante o tratamento. Giuliano Manfredini, único filho do cantor é quem assina a introdução do livro, sobre o qual escreve: “A leitura desses escritos permitirá aos leitores se aproximar de um Renato Russo que poucos tiveram a oportunidade de conhecer. Um Renato Russo íntimo: detalhista, sentimental, generoso”. Durante o evento haverá exibição do filme “Faroeste caboclo” e do documentário “Rock Brasília – Era de ouro”. A entrada é franca, porém algumas atividades estão sujeitas à lotação do auditório.

renato-russo-holograma(1)

Segue abaixo um trecho do livro previamente cedido para publicação e divulgação do mesmo, onde o líder da Legião Urbana se refere a uma apresentação da banda em Angra dos Reis:

Nossa pior apresentação deve ter sido em Angra dos Reis, em 1985, quando, além de beber, usei cocaína. Era um festival com várias bandas, pessimamente organizado. Não houve passagem de som e as guitarras estavam desafinadas e eu desafinei o tempo todo (logo eu, eleito o melhor cantor de rock pela revista Bizz e JB por seis anos seguidos). Se estivesse sóbrio, teria controle sobre a situação, em vez de insistir que o erro não era só meu (o que de fato não era, mas, sendo o líder da banda, a responsabilidade foi minha). Por acaso nosso técnico de som gravou a apresentação e fiquei a noite inteira ouvindo aquilo, muito, mas muito chateado e frustrado. Me senti um perfeito idiota e prometi q. isso nunca mais iria acontecer. Me senti muito mal depois, emocionalmente.”

 

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://g1.globo.com/musica/noticia/2015/07/renato-russo-leia-trecho-do-diario-do-rehab-so-por-hoje-e-para-sempre.html

Google Imagens

-68

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julho 15

A Ausente

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Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro…
Amiga, última doçura
A tranquilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar…

– Vinicius de Moraes –

Rio de Janeiro, 1954

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julho 13

Fátima

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Vocês esperam uma intervenção divina
Mas não sabem que o tempo agora está contra vocês
Vocês se perdem no meio de tanto medo
De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender
E vocês armam seus esquemas ilusórios
Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez
Mas acontece que tudo tem começo
Se começa, um dia acaba, eu tenho pena de vocês

E as ameaças de ataque nuclear
Bombas de nêutrons não foi Deus quem fez
Alguém, alguém um dia vai se vingar
Vocês são vermes, pensam que são reis
Não quero ser como vocês
Eu não preciso mais
Eu já sei o que eu tenho que saber
E agora tanto faz

Três crianças sem dinheiro e sem moral
Não ouviram a voz suave que era uma lágrima
E se esqueceram de avisar pra todo mundo
Ela talvez tivesse um nome e era: Fátima
E de repente o vinho virou água
E a ferida não cicatrizou
E o limpo se sujou
E no terceiro dia ninguém ressuscitou

– Capital Inicial –

-66

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julho 6

Zé do Caroço

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No serviço de alto-falante
Do morro do Pau da Bandeira
Quem avisa é o Zé do Caroço
Que amanhã vai fazer alvoroço
Alertando a favela inteira

Aí como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra falar de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nossa escola é raiz, é madeira

Mas é o Morro do Pau da Bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
E o Zé do Caroço trabalha
E o Zé do Caroço batalha
E que malha o preço da feira

E na hora que a televisão brasileira
Destrói toda gente com a sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela

Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
Está nascendo um novo líder
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira
No morro do Pau da Bandeira

(Intérprete: Seu Jorge)

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maio 26

Meu Destino

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Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

Cora Coralina

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abril 30

Por que Nós?

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Éramos célebres líricos, éramos sãos
Lúcidos céticos, cínicos não
Músicos práticos, só de canção
Nada didáticos, nem na intenção
Tímidos típicos, sem solução
Davam-nos rótulos, todos em vão
Éramos únicos na geração
Éramos nós dessa vez

Tínhamos dúvidas clássicas, muita aflição
Críticas lógicas, ácidas não
Pérolas ótimas, cartas na mão
Eram recados pra toda a nação
Éramos súditos da rebelião
Símbolos plácidos, cândidos não
Ídolos mínimos, múltipla ação

Sempre tem gente pra chamar de nós
Sejam milhares, centenas ou dois
Ficam no tempo os torneios da voz
Não foi só ontem, é hoje e depois
São momentos lá dentro de nós
São outros ventos que vêm do pulmão
E ganham cores na altura da voz
E os que viverem verão

Fomos serenos num mundo veloz
Nunca entendemos então por que nós
Só mais ou menos

– Marcelo Jeneci –

 

-71

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