outubro 13

En el Muelle de San Blas

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Por 41 longos anos, Rebeca Mendéz Jiménez esperou pelo amor de sua vida no cais de San Blas. Esta é a síntese da triste história da mulher que ficou conhecida como ‘a louca da primavera de San Blas’. A história dela possui várias versões e, infelizmente, não se conhece a verdadeira.

Uma espécie de lenda local afirma que, quando jovem, Rebeca teria se apaixonado por um jovem pescador chamado Manuel. Um dia, ao sair para o mar, ele afirmou que voltaria em breve para que os dois se casassem. A felicidade era tanta que Rebeca teria vestido sua roupa de noiva e ido para o cais aguardar o retorno do amado; no entanto, um furacão vitimou Manuel e ele não mais retornou. A jovem passou a perambular sem direção pelas ruas do Porto, sempre usando seu vestido de noiva e um véu cobrindo a cabeça (dizia ela que era para que o noivo a reconhecesse ao voltar); às vezes ela sentava-se diante do farol e ficava contemplando o voo das gaivotas.

Rebeca Jiménez
Rebeca Jiménez

Em outra versão Rebeca teria se envolvido com um comerciante do Porto conhecido por Laos; sempre gentil com ela os dois teriam vivido juntos por certo tempo e então Laos lhe prometeu casamento; porém, na data marcada, Laos não compareceu à Igreja de San Blas, pois teria sido atropelado durante uma viagem à Guadalajara e quando levado ao hospital teria falecido, deixando Rebeca sozinha e desconsolada.

Certo dia, enquanto vendia doces vestida de noiva em Puerto Vallarta, Rebeca foi vista por Fher Maná, vocalista da banda de rock mexicana Maná. Quando questionada por ele pelo seu traje, Rebeca lhe explicou o por que de estar ali. Fher declarou posteriormente que enquanto conversava com ela uma canção veio imediatamente em sua cabeça. A experiência do cantor e a história de Rebeca deram origem à música En el Muelle de San Blas – sucesso da banda.

Rebeca morreu em 18 de setembro de 2012 aos 63 anos de idade, e as autoridades locais estariam planejando erigir uma estátua em sua homenagem no citado Porto. Suas cinzas foram espalhadas nas praias de San Blas, como ela assim desejava. Algumas pessoas acreditam que ela finalmente se reuniu com o amor de sua vida na eternidade. Rebeca é lembrada pelos habitantes locais como um símbolo do amor e de esperança.

Abaixo você confere o clipe oficial da música (gravado entre 24 e 25 de março de 1997 no cais em questão), sua letra e tradução em português.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=30223

http://letras.mus.br/mana/24195/traducao.html

 

En el Muelle de San Blas – Maná

Ella despidió a su amor
Él partió en un barco en el muelle de San Blas
Él juró que volvería
Y empapada en llanto ella juró que esperaría
Miles de lunas pasaron
Y siempre ella estaba en el muelle esperando
Muchas tardes se anidaron
Se anidaron en su pelo y en sus labios

Llevaba el mismo vestido
Y por si él volviera no se fuera a equivocar
Los cangrejos le mordían
Su ropaje, su tristeza y su ilusión
Y el tiempo se escurrió
Y sus ojos se le llenaron de amaneceres
Y del mar se enamoró
Y su cuerpo se enraizó
En el muelle

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Su cabello se blanqueó
Pero ningún barco a su amor le devolvía
Y en el pueblo le decían
Le decían la loca del muelle de San Blas
Y una tarde de abril
La intentaron trasladar al manicomio
Nadie la pudo arrancar
Y del mar nunca, jamás la separaron

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con el sol y el mar

Sola, sola en el olvido
Sola, sola con su espíritu
Sola, sola con su amor en mar
Sola en el muelle de San Blas

Se quedó, se quedó
Sola, sola
Se quedó, se quedó
Con el sol y con el mar

Se quedó ahí
Se quedó hasta el fin
Se quedó ahí
Se quedó en el muelle de san blas
Sola, sola, se quedó

 

 No cais de San Blas

Ela despediu-se do seu amor
Ele partiu em um barco no cais de San Blas
Ele jurou que voltaria
E encharcada em choro ela jurou que esperaria
Milhares de luas passaram
E sempre ela estava no cais esperando
Muitas tardes se enrolaram
Se enrolaram no seu cabelo e nos seus lábios

Usava o mesmo vestido
E para que se ele voltasse, não se enganasse
Os caranguejos a mordiam
Suas roupas, sua tristeza e sua ilusão
E o tempo se passou
E seus olhos se encheram de amanheceres
E pelo mar se apaixonou
E seu corpo se enraizou
No cais

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Seu cabelo se branqueou
Mas nenhum barco devolvia o seu amor
E no povoado lhe chamavam
Lhe chamavam a louca do cais de San Blas
E uma tarde de abril
Tentaram levá-la ao sanatório
Ninguém conseguiu arrancá-la
E do mar nunca, jamais a separaram

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor o mar

Sozinha, sozinha no esquecimento
Sozinha, sozinha com seu espírito
Sozinha, sozinha com seu amor no mar
Sozinha no cais de San Blas

Ficou, ficou
Sozinha, sozinha
Ficou, ficou
Com o sol e com o mar

Ficou nesse lugar
Ficou até o fim
Ficou nesse lugar
Ficou, no cais de San Blas
Sozinha, sozinha, ficou




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outubro 5

Mormaço

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Está lá ao deus dará
Na costa da Paraíba
Na barcaça em Propriá
Na ferrugem nessa trilha

Não circula nem o ar
No mormaço da miséria
Quem luta pra respirar
Sabe que essa briga é séria

Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa

Dentro ou distante do mar
Num país tão continente
Tanta história pra contar
Nas quais se conta o que se sente

De onde foge, pra onde vai
Nesta vertigem de cores
O que falta e o que é demais
Quais seus mais ricos sabores
Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa

Por ti tento acender
Outra luz em nossa casa
Lembro que sempre sonhei
Viver de amor e palavra

(Os Paralamas do Sucesso

Part. Especial: Zé Ramalho)

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setembro 26

O Calibre

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Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d’aonde vem o tiro (2x)

Por que caminhos você vai e volta?
Aonde você nunca vai?
Em que esquinas você nunca pára?
A que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você já perdeu?
Entrincheirado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu

E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d’aonde vem o tiro (2x)

(Os Paralamas do Sucesso)

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agosto 31

Eu Quero Ser Feliz Agora

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Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (2x)

Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela…

Eu quero ser feliz agora (2x)

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora
Que volte pro rebanho.

Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (3x)

(Oswaldo Montenegro)

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maio 23

Metade

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Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

(Oswaldo Montenegro)

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