outubro 9

Ötzi – do Neolítico à atualidade (Parte IV)

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Morte

 

Em julho de 2001, os pesquisadores Paul Gostner e Eduard Egarter Vigl, do Hospital Regional de Bolzano, Itália, chegaram a anunciar a causa da morte de Ötzi; esta teria se dado em consequência de uma flechada. Os pesquisadores comunicaram que os exames detectaram uma ponta de flecha, de 27mm de comprimento por 18mm de largura, abaixo do ombro esquerdo da múmia – o que logo gerou a especulação de que o homem do gelo tenha sido assassinado. No entanto, os pedidos dos pesquisadores para remoção do objeto e comprovação de que realmente se trata de uma ponta de flecha ainda não foram atendidos (**Scientific American Brasil).

Recentemente, Eduard Egarter Vigl relatou uma nova descoberta que pode levantar novos indícios sobre a morte de Ötzi: de acordo com o pesquisador, há uma ferida profunda na mão direita que provavelmente foi causada por uma punhalada, mas ainda não há nenhuma publicação científica a respeito disto (**Scientific American Brasil).

Ötzi sendo examinado por pesquisador
Ötzi sendo examinado por pesquisador

Os primeiros indícios sugerem que ele tenha morrido no outono, pois o abrunho – que amadurece no fim do verão – e a presença de pedacinhos de cerais  encontrados em suas roupas (que podem ter se alojado ali durante a debulha que se segue à colheita) constituem a base dessa hipótese. Outra evidência botânica indica que ele provavelmente tenha morrido no fim da primavera ou começo do verão, pois resíduos alimentares retirados de seu cólon revelam a presença de pólen de hop hornbeam (gênero que pertence à família Betulaceae) (Wikipedia*), que pode ter sido ingerido através do ar ou na água pouco antes de sua morte. “O hop hornbeam, que cresce até cerca de 1,2 metro acima do nível do mar em Schnalstal, só floresce no fim da primavera e no começo do verão” (**Scientific American Brasil).

Cientistas também sugerem que Ötzi possa não ter morrido no local onde foi encontrado; e sim, arrastado até lá por degelos temporários que ocorreram sucessivamente naquela região durante os mais de 5 mil anos em que ele esteve ali até ser encontrado e apresentado ao mundo. Outras suposições também dão conta de que ele possa ter morrido de exaustão ou mesmo de frio. Embora muitas pesquisas já tenham sido feitas e mesmo com os indícios encontrados a causa da morte de Ötzi permanece um enigma ainda por ser respondido, sendo a hipótese da flechada a mais aceita até então.

Superstição

 

Memorial em homenagem à Ötzi no Vale Ötztal
Memorial em homenagem à              Ötzi no Vale Ötztal

Assim como muitas múmias famosas, Ötzi também carrega uma superstição, provavelmente engendrada por pessoas que quiseram aumentar o teor de mistério em torno da múmia, pois não há nenhum indício científico que aponte esta superstição como uma possível realidade.

“Segundo a crença, acredita-se haver uma maldição ao redor da múmia quinquemilenar que estaria zangada com as pessoas que a perturbassem em seu descanso. Até agora 7 das pessoas que entraram em contato com o cadáver congelado tiveram acidentes estranhos que resultaram em morte. Entre elas encontram-se cientistas que estudaram o corpo e o próprio descobridor de Ötzi, Helmut Simon, que morreu ironicamente numa forte tempestade de neve e faleceu na mesma posição de Ötzi, enquanto passeava pela Áustria numa região a 100 km do local original” (Wikipedia³).

 

Ötzi na atualidade 

 

Mais de 20 anos já se passaram desde a descoberta deste que é um dos maiores achados da história da arqueologia – levando-se em conta de que é um corpo humano mumificado em condições naturais e excepcionalmente bem preservado. E para marcar o aniversário de 25 anos da descoberta desta múmia fabulosa, uma equipe de pesquisadores apresentou em um congresso a construção do modelo do trato vocal de Ötzi, feito a partir de tomografia computadorizada. Para isto foram utilizados modelos de computador para reconstruir o trato vocal e a posição do osso hioide, que apoia a língua (Universo Inteligente).

O “co-pesquisador Rolando Füstös disse a Discovery News que “com duas medições, o comprimento tanto do trato vocal e das cordas vocais, tem sido capazes de recriar uma aproximação bastante fiável da voz da múmia. Este é um ponto de partida para novas pesquisas” (Universo Inteligente). No entanto a reconstrução pode não se assimilar à voz original de Ötzi, pois faltam aos cientistas informações fornecidas pelos tecidos moles da garganta e da boca que influenciam na fala. Abaixo você pode ouvir a voz um pouco estranha e baixa, recitando a, e, i, o, u em italiano.

 

 

De acordo com o antropólogo Albert Zink, há cinco anos atrás foi possível sequenciar o genoma do homem do gelo. Agora, análises mais aprofundadas foram divulgadas e apontam que cerca de 1 milhão de pessoas na Europa são “aparentadas” com Ötzi. “Segundo os especialistas, a linha genética materna de Ötzi não se encontra mais na Europa, mas a paterna, sim” (Notícias Uol). Ainda de acordo com Zink, após 200 gerações não é mais possível reconstruir a árvore genealógica de um indivíduo; portanto, o conceito de parentesco a que ele se refere é muito mais amplo do que aquele à que estamos acostumados.

A múmia em exposição no Museu do Tirol do Sul
    A múmia em exposição no Museu do Tirol do Sul

Atualmente Ötzi encontra-se em exposição no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, Bolzano, Itália.

Núrya Ramos

 

Fontes:

³https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%96tzi

*https://pt.wikipedia.org/wiki/Ostrya

**http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/09/25/teste-de-dna-mostra-que-muitos-europeus-sao-parentes-do-homem-do-gelo.htm#fotoNav=6

Cientistas recriam a voz de Ötzi o homem do gelo de 5.300 anos

 

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outubro 3

Ötzi – do Neolítico à atualidade (Parte III)

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Roupas e objetos

 

A análise das roupas e objetos de Ötzi permitiram aos pesquisadores conhecer mais sobre ele e a comunidade a qual pertencia. As vestes indicaram que ele estava muito bem preparado para o frio, pois usava “três camadas de roupas feitas de pele de veado e de cabra e uma capa forrada da longa e resistente fibra da casca da tília” (**Scientific American Brasil), árvore típica no hemisfério norte. As caneleiras foram feitas de pele de cabra, o gorro foi confeccionado com pele de urso marrom e seus sapatos, feitos de pele de urso e de cabra, eram largos e à prova d’água (aparentemente feitos especialmente para caminhar na neve); dentro dos sapatos, envolvendo os pés, havia tufos de grama macia que serviam como isolante térmico, um indicativo de que o povo ao qual Ötzi pertencia já sabia como utilizar recursos naturais em favor próprio a fim de enfrentar as baixas temperaturas locais.

Desenho das roupas de Ötzi
Desenho das roupas de Ötzi

Entre seus objetos pessoais estão “um machado de cobre e um punhal de sílex oriundo do Lago de Garda, a mais ou menos 150 km ao sul. O cabo do punhal era de uma madeira usada até hoje para fazer cabos, por sua resistência. Seu arco inacabado foi feito com a melhor madeira para esse fim. Uma aljava de pele levava 14 flechas. Apenas duas tinham penas e pontas de sílex, mas ambas estão quebradas” (**Scientific American Brasil). O sílex e o minério de cobre são provas de que esta comunidade sabia como obter recursos de locais distantes a fim de atender seus propósitos.

Objetos de Ötzi
Objetos de Ötzi

Havia também uma bolsa presa ao cinto que Ötzi usava e que continha em seu interior fungo de bétula (espécie de cogumelo utilizada para fins medicinais por suas propriedades antibacterianas); true tinder fungus (espécie de fungo que cresce em árvores e que pega fogo facilmente), pirita de ferro e sílex para produzir faíscas – estes três últimos itens parecem compor uma espécie de kit para produzir fogo; mais um indicativo de que os homens daquela região sabiam utilizar recursos naturais para enfrentar o frio.

Próximo ao corpo também foi encontrada uma ferramenta apropriada para amolar sílex, fragmentos de uma rede, a estrutura básica de uma espécie de mochila e dois recipientes feitos de casca de bétula – um deles levava carvão e folhas de bordo norueguês (**Scientific American Brasil), fato que indicaram aos pesquisadores que Ötzi possivelmente estivesse transportando consigo brasas envolvidas nas folhas a fim de produzir o fogo rapidamente.

As roupas e pertences de Ötzi trazem-nos o acesso a informações extremamente relevantes sobre o período Neolítico, também chamado de Período da Pedra Polida e que abrange do décimo milênio a.C. e vai até o terceiro milênio a.C. (Wikipedia²). Por conta da preservação do corpo, roupas e objetos pessoais, a descoberta de Ötzi é uma das mais importantes até hoje.

 

Suposições

 

Reconstrução naturalista de Ötzi baseada em técnicas forenses
Reconstrução naturalista de Ötzi baseada em técnicas forenses

Uma das primeiras hipóteses a respeito do que Ötzi fazia e que poderia justificar porque ele estava em Ötztal no momento de sua morte, supunha que ele era um pastor, pois o corpo fora encontrado próximo a uma das rotas tradicionais utilizadas pelos pastores que conduziam seus rebanhos de Schnalstal para as pastagens elevadas de Ötztal no verão e os traziam de volta no outono. No entanto, nada nas roupas ou objetos pessoais da múmia indicam que ele fizesse este tipo de trabalho (**Scientific American Brasil).

“Outra possibilidade é a de Ötzi ser um caçador da cabra montesa alpina; o arco e a aljava de flechas podem comprovar essa hipótese. Mas se ele estava ativamente envolvido na caça à época de sua morte, por que o arco estava inacabado e sem a corda e todas as flechas, menos duas, estavam sem pontas e sem plumas? Por que as duas flechas prontas estavam quebradas?” (**Scientific American Brasil). Os pesquisadores supõem ainda que ele possa ter sido um criminoso excluído do convívio de seu povo, um mercador de sílex, um xamã ou até mesmo um guerreiro. Nenhuma das hipóteses se mostrou consistente a ponto de poder ser considerada.

Apenas uma coisa é certa: Ötzi estava utilizando uma vestimenta tradicional para viajantes do seu tempo (**Scientific American Brasil); o que indica que, qualquer fosse a atividade a que ele se dedicava ou o motivo que o levou até ali, ele não saiu despreparado; pois as roupas, equipamento e provisões encontrados com ele apontam um preparo minucioso para enfrentar a viagem e o frio naquela localidade.

 

Última rota

 

“Baseados principalmente nos restos botânicos preservados com o cadáver, os autores especulam que a última viagem do Homem de Gelo pode ter sido a área próxima do Castelo de Juval através do Schnalstal e finalmente uma escalada íngreme até Tisental” (**Scientific American Brasil). Pesquisadores “investigaram a região em busca das 80 espécies de musgos e várias plantas encontrados com Ötzi. Apenas cerca de 20% dessas espécies ainda crescem na região. O musgo encontrado em grandes quantidades preso ao corpo é o Neckera complanata” (**Scientific American Brasil). “A maior concentração desse musgo, assim como muitas das outras plantas encontradas com o Homem do Gelo, ocorre ao sul do sítio, no castelo de Juval, onde há evidência arqueológica de ocupação humana na pré-história” (**Scientific American Brasil), o que enfatiza mais ainda as chances de aquele ter sido o lar de Ötzi.

Núrya Ramos

 

Fontes:

²https://pt.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico

**http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html

 

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outubro 1

Ötzi – do Neolítico à atualidade (Parte II)

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Análise científica

 

Estudos dos ossos do cadáver mostram que ele tinha cerca de 46 anos de idade quando morreu e não estava em sua melhor forma; media 1,59m de altura, não possuía o 12º par de costelas e ainda apresentava fraturas na terceira, quarta, sétima e oitava costelas, deformidade na caixa torácica e também uma fratura no braço esquerdo. Os pesquisadores não descartam a possibilidade de que estes danos tenham sido causados após a morte de Ötzi, pela ação do tempo e do degelo. A forma como o cadáver foi retirado do gelo também destruiu várias informações de cunho arqueológico e afetaram o corpo (**Scientific American Brasil).

A análise do DNA de Ötzi indica que ele era originário da Europa Central-Setentrional. Estudos do cromossomo Y da múmia o colocaram num grupo que atualmente domina o Sul da Córsega. A análise também revelou que provavelmente Ötzi sofria de aterosclerose e intolerância à lactose. DNA da bactéria Borrelia burgdorferi“espécie de bactérias patogênicas espiroquetas responsáveis pela Borreliose e transmitidas por carrapatos” (***Wikipédia) – foi encontrado em seu sangue, indicando que o homem do gelo é o mais antigo humano a sofrer da doença de Lyme. Já seu conteúdo estomacal revelou evidências da Heliobacter pylori – bactéria do sistema digestivo que pode causar gastrite grave e úlceras. Em estudo publicado em 2012, o paleoantropólogo John Hawks sugeriu que Ötzi tinha mais material genético de Neanderthal do que os europeus modernos (Wikipédia³).

Os 19 conjuntos de tatuagens de Ötzi (Foto: Divulgação)
Os 19 conjuntos de tatuagens de Ötzi (Foto: Divulgação)

A análise detectou ainda a existência de 57 tatuagens feitas com pó de carvão no corpo de Ötzi; no entanto, as marcas não são decorativas e sim terapêuticas, pois muitas delas estão localizadas em pontos que coincidem com os da acupuntura chinesa, o que pode indicar que o povo de Ötzi já conhecia uma técnica primitiva de acupuntura. As marcas podem ter sido feitas para tratar sintomas de doenças das quais ele tenha sofrido, como a artrite; porém, segundo Vanezis e Franco Tagliaro, os raios X aos quais a múmia foi submetida não mostram sinais convincentes da doença (**Scientific American Brasil).

Mão de Ötzi
Mão de Ötzi

 

Hábitos alimentares

 

O corpo foi intensamente examinado, medido, radiografado e datado pelos pesquisadores. Em meio a toda essa análise minuciosa os cientistas não poderiam deixar de estudar o aparelho digestivo de Ötzi e conhecer, a partir das evidências encontradas, como se alimentavam os homens do Neolítico.

A múmia Ötzi sendo examinada por pesquisador (Foto: Divulgação)
  A múmia Ötzi sendo examinada por pesquisador (Foto:        Divulgação)

Restos de plantas foram retirados do trato digestivo, oferecendo evidências diretas de suas últimas refeições. Farelos de uma espécie primitiva de trigo chamada einkorn também foram encontrados, o que sugere que ele possa ter se alimentado de um tipo de pão. Estudos de DNA realizados por uma equipe da Universitá de Camerino, na Itália, feitos a partir de resíduos de alimentos encontrados nos intestinos apontaram que Ötzi comeu carne de veado vermelho e cabra montesa alpina – lascas de ossos desta espécie de cabra encontrados próximo ao corpo confirmam a refeição. Em meio às provisões também foi encontrado um abrunho – fruta pequena e amarga parecida com a ameixa (**Scientific American Brasil).

Do estômago, cólon e reto foram retirados vários tipos de musgos. Não há evidências de que os humanos contemporâneos de Ötzi comiam musgos; no entanto, naquele período tão remoto da história humana, os musgos podem ter sido utilizados para embrulhar, embalar, rechear ou enxugar os alimentos (pois são ótimos para esse fim), o que explicaria perfeitamente que ele os tenha engolido por acidente enquanto se alimentava. Os musgos também eram usados pelos vikings como papel higiênico (**Scientific American Brasil).

Os dados isotópicos de Ötzi (feitos a partir de restos de cabelos e ossos, que examinam a quantidade de isótopos estáveis de carbono 13 e nitrogênio 15) confirmam que ele tinha uma alimentação composta essencialmente de plantas e animais. “Cerca de 30% do nitrogênio de sua alimentação eram de proteína animal, o resto de plantas” (**Scientific American Brasil). A deficiência nutricional pode auxiliar a explicar o fato de ele não estar em bom estado de saúde quando morreu.

Núrya Ramos

 

Fontes:

³https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%96tzi

**http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html

*** https://pt.wikipedia.org/wiki/Borrelia_burgdorferi

 

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setembro 30

Ötzi – do Neolítico à atualidade (Parte I)

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As múmias sempre fizeram parte dos mistérios da humanidade ao longo da história. Desvendar os enigmas dos homens e mulheres que um dia deram vida a estes corpos tornou-se uma atividade científica das mais relevantes, visto que estuda-los nos permite entender, por exemplo, seu modo de vida, costumes, rituais religiosos e conhecimentos científicos de que dispunham na época. Ötzi é um destes achados magníficos que contemplam parte da história humana.

Momento da descoberta de Ötzi
                    Momento da descoberta de Ötzi

Conhecido também como Múmia do Similaun ou O Homem do Gelo, Ötzi é a múmia de um homem que viveu há cerca de 5.300 anos. Encontrada em 19 de setembro de 1991 pelo casal de montanhistas Helmut e Erika Simon numa geleira perto do monte Similaun na fronteira da Áustria com a Itália (há 3.210 metros acima do nível do mar), inicialmente parecia tratar-se de um cadáver recente de um alpinista como muitos outros descobertos frequentemente na mesma região devido ao frio no local; mas quando levado por autoridades para Innsbruck, na Áustria, sua verdadeira idade foi revelada.

Konrad Spindler, arqueólogo da universidade local, juntamente com uma equipe de pesquisadores, declarou que tratava-se de um cadáver pré-histórico. Segundo os estudiosos só foi possível encontra-lo devido a uma tempestade de poeira vinda do Saara que teria se combinado com um período excepcionalmente quente, derretendo assim o gelo e expondo a múmia (**Scientific American Brasil). A descoberta do cadáver milenar mumificado em condições naturais oferece um vislumbre sem igual da vida e hábitos dos homens europeus que viveram durante a Idade do Cobre (Wikipédia³).

Ötzi precede até mesmo as famosas múmias egípcias, equivalendo em idade apenas a Ginger ou Homem de Gebelein – múmia encontrada no Egito em 1896 – que teria vivido há 5.500 anos (Wikipédia¹). Tão impressionante quanto a idade de Ötzi foi o fato de ele ter sido encontrado ainda com suas roupas e pertences pessoais. “A impressionante preservação do corpo teria resultado de uma tempestade de neve que o protegeu dos abutres, seguida de rápido congelamento-ressecamento” (**Scientific American Brasil).

 

Quem foi Ötzi?

 

O Homem do Gelo – como ficou conhecido – foi chamado de Ötzi pelos pesquisadores em homenagem ao local de sua descoberta, o Vale de Ötztal (Tirol do Sul – província autônoma de Bolzano, Itália). Quando encontrado ele jazia caído de bruços sobre um rochedo, “o braço esquerdo dobrado para o lado direito, e a mão direita presa embaixo de uma pedra grande” (**Scientific American Brasil); suas roupas e objetos pessoais também encontravam-se em ótimo estado de conservação devido ao gelo e estavam espalhados a sua volta. Datações de carbono 14 feitas a partir de amostras de pele e ossos do cadáver e de vegetais encontrados junto a ele provam a idade milenar da múmia.

Múmia de Ötzi
                                    Múmia de Ötzi

A evidência botânica também sugere que Ötzi habitava numa aldeia ao sul dos Alpes onde o corpo fora encontrado. Um grande número de plantas floríferas e fungos associados à múmia crescem até hoje num sítio arqueológico do período neolítico descoberto num castelo da Idade Média localizado na extremidade sul de Schnalstal, em Juval (província de Bolzano, Itália), o que faz com que os pesquisadores creiam que este seja o lugar onde o homem do gelo vivia (**Scientific American Brasil). Amostras retiradas do estômago da múmia apresentaram um musgo que também cresce em Schnalstal, o que reforça ainda mais a teoria.

Vale Ötztal - Tirol do Sul, Itália
                             Vale Ötztal – Tirol do Sul, Itália

No entanto, “se Juval não for seu lar, vestígios de ocupação neolítica em locais bem próximos de Vinschgau (Val Venosta), o vale do rio Etsch (Adige), oferecem outras possibilidades. Em contraste, ao norte as aldeias conhecidas da Idade da Pedra que ficam mais próximas estão a dezenas de quilômetros” (**Scientific American Brasil), e não se sabe “da existência de nenhuma aldeia neolítica no Ventertal ou em qualquer outra região do Ötztal”, local da descoberta da múmia. “Se o lar de Ötzi era realmente na parte mais baixa do Schnalstal ou em Vinschgau, então sua comunidade vivia numa região de invernos amenos, curtos e geralmente sem neve, principalmente se, na época, o clima era um pouco mais quente” (**Scientific American Brasil).

Investigações feitas sobre a composição isotópica do esmalte dos dentes de Ötzi dão conta de que ele cresceu numa área, mas passou os últimos vinte ou trinta anos de sua vida em outro local, provavelmente no Ventertal (Áustria) ou nos vales próximos ao norte (**Scientific American Brasil). O fato é que a localidade que ele habitava permanece uma incógnita em sua história.

Núrya Ramos

 

 

Fontes:

¹https://pt.wikipedia.org/wiki/Ginger_(m%C3%BAmia)

³https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%96tzi

**http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html

 

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setembro 20

Encontrados no Japão anzóis de 23 mil anos

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A pesca se constitui uma das atividades humanas mais antigas de sobrevivência, e ao longo da história passou também a compor a identidade de muitos povos, fazendo parte de sua cultura, figurando na história bíblica, bem como tornando-se um ramo de comércio (há registros do comércio de bacalhau seco na era dos vikings há mais de 1.000 anos), chegando a atividade desportiva.

“Segundo cientistas, o período paleolítico (2,5 milhões a.C. até 10.000 a.C.), chamado também de Idade da Pedra Lascada, foi o período histórico que pode ser considerado o início da sofisticação” das práticas de pesca (Caça e Pesca.Info). Neste período, as primeiras ferramentas “esculpidas” pelos homens eram feitas de pedras e ossos e utilizadas como instrumento de caça e pesca.

O anzol, surgido também no Paleolítico, era feito de duas pontas aguçadas. No entanto, o anzol na forma como o conhecemos hoje, data do período Neolítico (10.000 a 4.000 a.C.) e era feito de osso, madeira ou concha; já o anzol metálico surgiu no Oriente em 5.000 a.C. quando o ferro e o cobre começaram a ser manipulados.

Agora, uma descoberta arqueológica, está mudando o que se sabe sobre o início da fabricação de anzóis e também sobre o manuseio e domínio de tecnologias que permitiram ao homem primitivo desenvolver este instrumento. Um grupo de pesquisadores afirmou ontem, segunda-feira (19/09/16), ter encontrado em uma ilha japonesa dois anzóis (foto acima) que já podem ser considerados os instrumentos de pesca mais antigos encontrados até agora.

“Os anzóis foram descobertos em uma gruta no sul da ilha de Okinawa há vários anos, explicou Masaki Fujita, diretor de pesquisas e conservador do Museu da Prefeitura de Okinawa” (G1). Porém somente agora foi concluído através de estudos que “a camada geológica que os abrigava se formou há 23 mil anos” (G1), indicou Fujita à AFP. A idade da camada geológica indica que os anzóis encontrados possuem a mesma idade, quiçá até sejam mais antigos.

“Os anzóis foram fabricados a partir de carapaças de caracóis e têm uma antiguidade equiparável a de outros utensílios de pesca similares encontrados em Timor, disseram os pesquisadores em um artigo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas). O estudo mostrou que as técnicas avançadas de pesca nesta zona do Pacífico são mais antigas do que se pensava, disse Fujita” (G1).

Descobertas como esta nos permitem perceber a trajetória evolucionista pela qual a humanidade vem passando ao longo da história. Olhar para o passado nos faz ver como nossos ancestrais manipularam a natureza a seu favor; o que nos fez chegar ao domínio tecnológico atual. Os homens primitivos, nossos ancestrais, merecem todo o crédito pelo legado que nos deixaram.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://caca-e-pesca.info/historia-caca-e-pesca.html

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2016/09/anzois-encontrados-no-japao-tem-23-mil-anos.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesca

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março 31

Mostra no Rio exibe coleção arqueológica de D. Teresa Cristina

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A partir de amanhã, 1º de abril, o público brasileiro será presenteado com uma bela e valiosíssima exposição temporária. A mostra intitulada ‘Teresa Cristina: A Imperatriz Arqueóloga’ será inaugurada hoje (31) apenas para convidados, passando a ser aberta ao público no dia seguinte, no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.

Na exposição 90 peças do mais importante acervo de arqueologia greco-romana da América do Sul poderão ser apreciadas pelos amantes deste fascinante ramo de estudo. Nunca antes expostas, as peças (amuletos, vasos, estatuetas, panelas, caixas de jóias, pulseiras e anéis) integram a coleção de D. Teresa Cristina Maria de Bourbon (1822 – 1889), “esposa de D. Pedro II e grande responsável pela formação da coleção de Arqueologia Clássica do museu, atualmente vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)” (Agência Brasil). As peças mais antigas datam do século IV a.C.

Cerâmica etrusca
                 Cerâmica etrusca -peças da                                         Coleção Teresa Cristina

Retratada na história brasileira como uma mulher que sempre viveu à sombra do marido, cordata, dedicada à vida doméstica e obediente, a Imperatriz teve papel crucial no desenvolvimento da ciência no Brasil do século XIX, pois voltou-se à valorização da arte e da cultura devido ao seu interesse genuíno pela ciência que busca vestígios do passado. “Ela sempre foi vista como uma pessoa apagada, voltada para o marido e a família. Na verdade, ela tinha um grande interesse pela arqueologia, anterior a sua chegada ao Brasil”, declarou Sandra Ferreira – uma das curadoras da mostra, arqueóloga e pesquisadora do Museu Nacional.

Com 759 objetos, a Coleção Teresa Cristina possui parte de seu acervo mantido em exposição permanente no museu, ficando o restante preservado na reserva técnica da instituição. Segundo Sandra, a exposição pretende valorizar a enorme contribuição cultural da Imperatriz ao povo brasileiro. Ela já “gostava do assunto desde nova, quando a arqueologia ainda não era uma ciência. Os exploradores não tinham método, mas os achados trazidos por ela seguiram um cuidado na catalogação” (Estadão).

Peça do século IV a.C. - Coleção Teresa Cristina
Peça do século IV a.C. – Coleção Teresa                                      Cristina

As peças angariadas por D. Teresa Cristina são provenientes de escavações – realizada entre 1853 e 1889 – ou achados fortuitos em vários sítios arqueológicos da Itália. Mesmo habitando em outras terras, a Imperatriz incentivou os trabalhos que recuperaram peças das antigas civilizações que ocuparam o território italiano, sua terra natal. Ainda segundo a curadora a Imperatriz financiou pesquisas arqueológicas em suas propriedades em Veios – antiga cidade etrusca da Itália. Ela e D. Pedro II foram juntos às escavações e também em viagens ao Egito.

A primeira parte dos achados foi trazida ao Brasil por ocasião do casamento de D. Teresa Cristina e D. Pedro II como parte do dote. Outra parte da coleção veio apenas 12 anos depois, a mando de Ferdinando II, irmão de Teresa, rei das Duas Sicílias. O rei atendeu ao pedido da irmã, que queria engrandecer o acervo do Museu Nacional, fundado em 1818 como Museu Real por D. João VI.

Olpe etrusco coríntio, século VII a.C. - Coleção Teresa Cristina
Olpe etrusco coríntio, século VII      a.C. – Coleção Teresa Cristina

Objetos de uso cotidiano como vasos, utensílios domésticos e estatuetas constituem a maior parte da Coleção Teresa Cristina. Muitas peças são provenientes das cidades de Pompéia e Herculano – destruídas pela erupção do Vesúvio em 79 d.C.

Ainda de acordo com a curadora, o acervo – que é o mais importante da América do Sul nesta categoria – precisa ser mais valorizado pelo público que visita o museu.

Segundo a historiadora de arte e também curadora da exposição, Evelyne Azevedo, a Imperatriz também “enviou exemplares da arte indígena brasileira que estão no acervo do Museu Pré-Histórico e Etnográfico Luigi Pigorini, em Roma, detentor de uma das maiores coleções de peças de índios brasileiros no exterior” (Estadão). Ainda de acordo com a historiadora, “a imperatriz tinha interesse na constituição de uma identidade ítalo-brasileira, de trazer para o Brasil a herança clássica” (Ibidem).

Tampa de lekanis, século IV a.C. - Coleção Teresa Cristina
      Tampa de lekanis, século IV a.C. – Coleção                                             Teresa Cristina

Segundo Maurício Vicente Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial, a vinda de achados arqueológicos, por intermédio de D. Teresa Cristina, “igualou o Brasil na criação de coleções do período antigo, como outros países estavam fazendo à época” (Estadão).

“A exposição Teresa Cristina: a Imperatriz Arqueóloga ficará em cartaz até setembro e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, e às segundas-feiras, das 12h às 17h. Os ingressos custam R$ 6, a inteira, e R$ 3, a meia-entrada. Crianças até 5 anos e pessoas com deficiência têm gratuidade” (Agência Brasil).

Núrya Ramos

Fontes:

Google Imagens

http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-03/mostra-inedita-exibe-parte-do-acervo-arqueologico-da-imperatriz-teresa

http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,imperatriz-arqueologa-e-revelada-em-exposicao,10000023937

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março 18

Encontrados os restos mortais de Cervantes

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Os restos mortais de Miguel de Cervantes (1547-1616) – o autor da célebre obra Dom Quixote – e de sua esposa Catalina de Salazar foram encontrados na cripta da Igreja das Trinitárias em Madrid (Espanha). A informação foi apresentada em conferência à imprensa pela equipe que exumou e analisou as ossaturas. Francisco Etxebarria, diretor forense, afirmou que: “É possível considerar que entre os fragmentos encontrados na cripta da igreja das Trinitárias se encontrem alguns fragmentos pertencentes a Miguel Cervantes. São muitas as coincidências e não há discrepâncias” (Euronews).

Os restos agora encontrados haviam sido “trasladados da antiga igreja das Trinitárias, na primeira metade do século XVII, juntos com a cripta da igreja, na altura da construção do convento e coincidem com a documentação histórica existente” (Euronews). Em janeiro deste ano, a equipe que realizou as buscas encontrou na referida igreja um caixão com as iniciais MC – fato que levantou ainda mais suspeitas de que ali estariam os restos mortais do famoso escritor espanhol.

Núrya Ramos

Fontes: 

http://pt.euronews.com/2015/03/17/espanha-confirmada-a-descoberta-de-restos-mortais-de-cervantes/

http://pt.euronews.com/2015/01/26/em-busca-dos-ossos-de-cervantes/

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março 5

Equipe encontra localidades perdidas em Honduras

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Segundo o Instituto de História e Antropologia de Honduras (Ihah), uma equipe de arqueólogos descobriu duas localidades perdidas na região da Mosquitia – uma selva quase inexplorada localizada em Honduras. A descoberta é resultado da busca secular e incessante de várias equipes pela chamada “Cidade Branca” – batizada com este nome por ter sido construída em pedra branca, onde “foram erguidas por uma civilização perdida figuras de animais e homens em escala natural, segundo referências da etnia local Pech, que vive há séculos na região” (Reuters). A cidade teria sido o refúgio dos indígenas hondurenhos durante a invasão da América do Sul (sec. XVI) por conquistadores espanhóis (Euronews). “Reza a lenda que, por entre a folhagem tropical da floresta da região da Mosquitia, emergiam as muralhas brancas da cidade perdida, um lugar místico onde os indígenas se haviam outrora refugiado (…) e de onde ninguém alguma vez regressara” (Euronews).

honduras 1

De acordo com a equipe “trata-se de uma civilização que existiu entre 1.000 e 1.200 d.C.” (Reuters), já que a região da Mosquitia possui em seu seio vestígios de várias cidades perdidas. “Foram encontradas até agora 52 peças. Algumas delas são uma espécie de rosto de pedra com características de homem e jaguar. Foram achados também uma pirâmide de tijolos de barro e vários montes que parecem ser moradias. A maioria das peças estava enterrada” (Reuters) na região onde acredita-se que localizava-se a Cidade Branca.

“Não se sabe se é a Cidade Branca. O que sabemos é que se trata de cidades que foram bastante povoadas e que seus habitantes possuíam conhecimentos de construção e escultura avançados para sua época” disse o arqueólogo Virgílio Paredes à Reuters. Pesquisas arqueológicas serão feitas para descobrir com precisão o que foi encontrado. O Governo está elaborando uma estratégia para dar impulso aos trabalhos na zona (Reuters Brasil). Os vestígios foram detectados inicialmente em 2012, mediante um rastreamento da região feito “através da tecnologia Light Detection and Ranging, que permite a localização de vestígios arqueológicos com um laser” (Euronews). Em Honduras existem grandes sítios arqueológicos maias, como o Copán, mas na parte ocidental, no outro extremo da Mosquitia.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://pt.euronews.com/2015/03/05/missao-da-national-geographic-descobre-a-mistica-cidade-branca-da-floresta-/

http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRKBN0M11HN20150305

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dezembro 8

Sarcófago de 2.500 anos é aberto nos EUA

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“Depois de 2500 anos o sarcófago de um garoto de 14 anos mumificado no Egito foi aberto e deixou cientistas dos EUA com os nervos à flor da pele. O medo de destruir a relíquia, ainda bem conservada, fez com que os especialistas comemorassem demais a conclusão com êxito.

(…) Dentro do sarcófago, a surpresa. É possível, por exemplo, ver perfeitamente o pé do adolescente mumificado. Outros detalhes, porém, foram destruídos pelo tempo e levaram à abertura do caixão. Agora, com ele aberto, especialistas deverão trabalhar para que partes cruciais sejam restauradas.

Na imagem o pé da múmia em bom estado de conservação
Na imagem o pé da múmia em bom estado de conservação

Assim que a restauração for terminada, o menino-múmia passará a fazer parte do Chicago Field Museum, onde trabalha Brown. “É algo fascinante a conservação em questão, apesar da fragilidade. O objetivo é colocar ela [múmia] em uma exposição móvel, vamos ver”, disse o especialista” (Yahoo).

Os antigos egípcios são reconhecidos pelos amplos conhecimentos em diversas áreas, como: o desenvolvimento de técnicas de extração mineira, topografia e construção que permitiram a edificação de monumentais pirâmides, templos e obeliscos; um sistema de matemática, um sistema prático e eficaz de medicina, sistemas de irrigação e técnicas de produção agrícola, entre outros. Esta civilização exerce verdadeiro fascínio há milênios, sendo as múmias uma parte importante do universo fantástico e misterioso do povo que vivia às margens do rio Nilo.

Núrya Ramos

Fonte:

https://br.noticias.yahoo.com/sarc%C3%B3fago-de-2500-anos-%C3%A9-aberto-em-museu-dos-estados-unidos-170511192.html

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novembro 26

Descoberta tumba da época de Alexandre, o Grande

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A descoberta de uma tumba de mármore da época de Alexandre, o Grande, fez com que voltasse sua atenção para a Grécia. A revelação da cripta de 2.300 anos localizada em Amphipolis debaixo das arenosas colinas do norte da Grécia, rendeu a arqueóloga grega responsável pela escavação – Katerina Peristeri – três prêmios apenas no último mês.

“A tumba pode ser o último lugar onde foram enterradas Roxane e Olímpias, esposa e mãe de Alexandre, ou pode ser o túmulo de um de seus generais, de acordo com teorias concorrentes” (Reuters).

Vista do campo em Amphipolis onde foi encontrada a tumba
Vista do campo em Amphipolis onde foi encontrada a tumba

Após seis anos de crise econômica, tumulto político e de um humilhante resgate financeiro internacional, a descoberta reacende as esperanças de um retorno à glória e ao poderio grego tão conhecidos mundialmente.

“As emissoras gregas de TV tem ficado obcecadas pelas descobertas da tumba – um mosaico de seixo que mostra o sequestro de Perséfone; duas figuras “Cariátide” esculpidas; restos de esqueletos em um túmulo de calcário. As peças estão sendo analisadas para identificação” (Reuters).

O mito e o fascínio em torno da imagem de Alexandre III da Macedônia – popularmente conhecido como Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno – mantem esta figura histórica viva na memória de milhares de pessoas em todo o mundo. Morto precocemente aos 33 anos de idade, o corpo (ou, neste caso, os restos mortais) do herói grego ainda tem paradeiro desconhecido.

Núrya Ramos

 

Fonte:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0JA11820141126

 

Post relacionadohttp://oraculo-decassandra.rhcloud.com/2014/10/14/pesquisadores-identificam-restos-mortais-de-filipe-ii/

 

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