janeiro 27

We Shall Dance

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We Shall Dance

We shall dance, we shall dance
The day we get a chance
To pay off all the violins of the ball
We shall dance, we shall dance

The day we get a chance
To get a dime to buy back our souls
We shall dance, we shall sing my dear love, oh, my spring

My love good days will come

You’ll see the corn will grow in spring
In spring time
My spring time

We shall dance, we shall dance
The day we get a chance
To pay off all the violins of the ball
We shall dance, we shall stay

With the children at play
Lord I swear when the time comes, we’ll pray

We shall dance, we shall sing
My dear love, oh, my spring

My love you’ll have a house
With roof and walls
Fire with coal
My soul, my soul

We shall dance, we shall dance
The day we get a chance
To pay off all the violins of the ball
We shall dance, we shall stay

With the children at play
Lord, I swear when the time comes, we’ll pray

 

(Demis Roussos)

Devemos Dançar

Devemos dançar, devemos dançar
O dia em que conseguirmos a chance
De pagar todos os violinos do baile
Devemos dançar, devemos dançar

O diaem  que conseguirmos a chance
De conseguir uns trocados para comprar de volta nossas almas
Devemos dançar, devemos cantar meu querido amor, oh, minha primavera
Meu amor bons dias virão

Verás o milho crescer na primavera
No tempo de primavera
Meu tempo de primavera

Devemos dançar, devemos dançar
O dia em que conseguirmos a chance
De pagar todos os violinos do baile
Devemos dançar, devemos ficar

Com as crianças que brincam
Senhor eu juro, quando a hora chegar, rezaremos
Devemos dançar, devemos cantar
Meu querido amor, oh, Minha primavera

Meu amor terás uma casa
Com telhado e paredes
Fogo com carvão
Minha alma, minha alma

Devemos dançar, devemos dançar
O dia em que conseguirmos a chance
De pagar todos os violinos da baile
Devemos dançar, devemos ficar

Com as crianças que brincam
Senhor, eu juro, quando a hora chegar, rezaremos

 

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janeiro 23

A Seta e o Alvo

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Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: “Te amo!”
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

 

– Paulinho Moska –

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janeiro 22

Eu não sou Charlie!

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Não. Você não está lendo errado. E não. Eu não sou fria, insensível ou calculista. Este artigo é fruto de minha opinião pessoal que gostaria de compartilhar com vocês, meus amigos. A expressão ‘Je suis Charlie’ (‘Eu sou Charlie’ em português) atualmente é a mais famosa na Europa e no restante do planeta. Se você viu qualquer veículo midiático nos últimos dias certamente deve saber do atentado ao jornal francês Charlie Hebdo no dia 07 de janeiro. Atiradores adentraram o escritório do jornal portando rifles Kalashnikov (G1) e abriram fogo contra os presentes. O atentado resultou na morte de 12 pessoas, entre elas Stéphane Charbonnier (editor e cartunista), Georges Wolinski, Jean Cabu e Bernard Verlhac (cartunistas).

Após o atentado milhares de pessoas saíram às ruas da França consternadas com o terror que assolou a capital; não só franceses, mas em todo mundo se viu expressões de solidariedade às vítimas do Charlie Hebdo, às famílias, ao povo francês e em favor da liberdade de expressão. Segundo o site UOL, os assassinos queriam se vingar dos autores das charges “que faziam piada com o profeta Maomé” tido como mensageiro de Deus e figura sagrada para o Islamismo, “religião popular principalmente nos países árabes e em outras partes da Ásia e da África”. Segundo o jornalista Louis Imbert, em artigo publicado no Le Monde, o Alcorão não proíbe a representação do Profeta (G1); no entanto, para os seguidores do Islã, isto não corresponde à verdade.

Charge do Charlie Hebdo usando a imagem do Profeta Maomé
Charge do Charlie Hebdo usando a imagem do Profeta Maomé

O fato é que as sátiras envolvendo a imagem de Maomé são vistas como ofensivas pelo povo muçulmano. Porém, a liberdade de expressão tem sido usada como principal argumento em defesa das pessoas mortas no ataque, em especial dos cartunistas. Não estou com isso querendo dizer que o atentado foi justo e que se pode matar a qualquer momento em nome de Deus ou de quem quer que seja. O próprio Papa Francisco concedeu uma declaração recentemente à imprensa em que condena o ataque, mas também não parece aprovar as atitudes do jornal, que desde 2006 publica charges usando a imagem do Profeta símbolo do Islamismo.

Creio que a liberdade de expressão que todos temos tão incansavelmente lutado para alcançar em todos os cantos da Terra, não é sinônimo de desrespeito à cultura e/ou crença alheias. Ter a liberdade de dizer o que se pensa, não nos confere o direito de ultrajar o outro com insultos, ou de atentar contra símbolos e figuras sagrados. Se a liberdade de expressão é um direito, a liberdade religiosa também o é. É lamentável que haja pessoas que creiam que matar em nome de uma entidade divina é correto e justo; mas também é lamentável que haja pessoas com intelecto e instrução mais elevados que creiam estar no direito de escarnecer de uma cultura ou crença da qual não fazem parte. Respeito é algo indispensável para a vida em sociedade; especialmente quando se almeja uma vida de paz.

Capa do Charlie Hebdo
Charge do Charlie Hebdo

Tenho visto milhares e milhares de pessoas nas redes sociais repetindo como ‘papagaios’ a expressão ‘Eu sou Charlie’ quando na verdade nem procuraram entender a real dimensão do problema. As “brincadeiras” que para os cartunistas eram apenas sátiras inocentes, para os islamistas eram grandes ofensas ao Profeta e a Allah (Deus). Infelizmente o mau uso desta liberdade custou 12 vidas.

Creio que as charges não justificam o atentado, porém creio também que não há o que justifique tamanho desrespeito. Tão preciosa quanto a vida humana é a fé para algumas comunidades. As charges não apresentam apenas Maomé, mas também outras figuras consideradas sagradas, como na imagem abaixo onde se vê a Santíssima Trindade do Cristianismo (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) numa ménage à trois (sexo a três). Obviamente para qualquer cristão determinada imagem é no mínimo chocante e desrespeitosa.

Charge do Charlie Hebdo
Charge do Charlie Hebdo

Enfim, não estou aqui dando graças a Deus pelo atentado e a morte de pessoas inocentes; no entanto também não acho engraçado o desrespeito à crença das outras pessoas. Penso que o primeiro passo para se obter respeito é oferta-lo. Vivemos em um mundo onde a diversidade religiosa é muito grande e as figuras sagradas são muitas: Cristo para os cristãos, Maomé para os islamistas, Buda para os budistas, Hórus para os egípcios, Shiva para os hinduístas, e etc.

Liberdade de expressão é tão importante quanto o respeito ao culto religioso.

Por tudo isso, que me desculpem os demais, mas ‘Je ne suis pas Charlie’!

 

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2015/01/1576091-entenda-o-que-aconteceu-no-ataque-ao-jornal-charlie-hebdo-em-paris.shtml

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/tiroteio-deixa-vitimas-em-paris.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/em-que-condicoes-o-isla-autoriza-representacao-do-profeta.html

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janeiro 3

Balada do Louco

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Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Eu sou feliz

(Ney Matogrosso)

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