novembro 26

Descoberta tumba da época de Alexandre, o Grande

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A descoberta de uma tumba de mármore da época de Alexandre, o Grande, fez com que voltasse sua atenção para a Grécia. A revelação da cripta de 2.300 anos localizada em Amphipolis debaixo das arenosas colinas do norte da Grécia, rendeu a arqueóloga grega responsável pela escavação – Katerina Peristeri – três prêmios apenas no último mês.

“A tumba pode ser o último lugar onde foram enterradas Roxane e Olímpias, esposa e mãe de Alexandre, ou pode ser o túmulo de um de seus generais, de acordo com teorias concorrentes” (Reuters).

Vista do campo em Amphipolis onde foi encontrada a tumba
Vista do campo em Amphipolis onde foi encontrada a tumba

Após seis anos de crise econômica, tumulto político e de um humilhante resgate financeiro internacional, a descoberta reacende as esperanças de um retorno à glória e ao poderio grego tão conhecidos mundialmente.

“As emissoras gregas de TV tem ficado obcecadas pelas descobertas da tumba – um mosaico de seixo que mostra o sequestro de Perséfone; duas figuras “Cariátide” esculpidas; restos de esqueletos em um túmulo de calcário. As peças estão sendo analisadas para identificação” (Reuters).

O mito e o fascínio em torno da imagem de Alexandre III da Macedônia – popularmente conhecido como Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno – mantem esta figura histórica viva na memória de milhares de pessoas em todo o mundo. Morto precocemente aos 33 anos de idade, o corpo (ou, neste caso, os restos mortais) do herói grego ainda tem paradeiro desconhecido.

Núrya Ramos

 

Fonte:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN0JA11820141126

 

Post relacionadohttp://oraculo-decassandra.rhcloud.com/2014/10/14/pesquisadores-identificam-restos-mortais-de-filipe-ii/

 

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novembro 25

Preciosa

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1987. Harlem – Nova York. Uma adolescente de 16 anos, negra, classe média baixa e acima do peso. Esta é a descrição breve do cenário e da personagem protagonista de Preciosa – Uma história de esperança. Este drama lançado em 2009 pelo produtor e diretor Lee Daniels, traz Gabourey Sidibe no papel de Claireece Precious Jones, Mariah Carey interpretando uma assistente social (Srta. Weiss) e Lenny Kravitz como o enfermeiro John.

Violentada pelo pai, abusada pela mãe, grávida pela segunda vez, suspensa da escola e sem perspectivas de um futuro digno, Preciosa é enviada a uma escola alternativa para garotas com problemas sociais. A obra é o retrato de muitos adolescentes que sofrem em lares desequilibrados, vítimas de violência física, psicológica e/ou sexual por parte daqueles que deveriam educá-los, amá-los e protege-los.

Retratando um drama social que pode ser encontrado sem dificuldades na realidade, Preciosa trata-se de uma obra importante para a análise de determinados fenômenos e fatos sociais. Utilizado por estudantes e profissionais de Direito, Psicologia, Serviço Social, entre outros, este filme é uma ótima fonte de conhecimento, análise e estudo.

Núrya Ramos

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novembro 13

Alagados

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Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê

 Os Paralamas do Sucesso –

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novembro 7

Suicídio assistido de norte-americana reacende polêmica sobre direito de morrer

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Há algumas semanas a jovem Brittany Maynard, 29 anos, tornou-se mundialmente famosa devido a um assunto polêmico e ainda um tabu para a sociedade em geral: o suicídio assistido. Brittany, uma norte-americana, anunciou ao mundo inteiro através de um vídeo publicado na internet que em breve daria fim à própria vida. Diagnosticada com um tumor cerebral maligno (gioblastoma) e extremamente agressivo, Maynard foi informada pelos médicos, em abril deste ano, que teria apenas seis meses de vida pela frente, e que sua morte seria demasiadamente dolorosa.

Brittany recebeu tratamento durante meses desde que foi diagnosticada com câncer após sofrer durante muito tempo com fortes dores de cabeça. Conforme previsão dos médicos, o avanço do tumor poderia causar a ela dores terríveis, e seu organismo viria a desenvolver resistência à morfina (medicamento utilizado no alívio das dores de pacientes em estado terminal), bem como apresentaria perda das capacidades verbais, cognitivas e motoras. Com base neste diagnóstico e sem esperanças de cura ou prolongamento de sua expectativa de vida, a jovem optou de maneira consciente pelo próprio suicídio.

A fim de conseguir permissão judicial para morrer, Maynard e seu marido precisaram mudar da Califórnia para o Oregon (um dos estados norte-americanos, que juntamente com Washington, Montana, Vermont e Novo México, permitem o suicídio com a assistência de médicos). Após provar à justiça sua enfermidade e que possuía menos de seis meses de vida, Brittany finalmente conseguiu permissão para morrer, recebendo posteriormente um coquetel letal de drogas prescritas pelos médicos para por fim à sua vida.

Brittany Maynard
Brittany Maynard

A decisão da jovem tornou-se alvo de polêmica e críticas em todo mundo, especialmente por parte da Igreja Católica, que condenou a escolha de Brittany através de um comunicado emitido pelo bispo dirigente da Academia Pontifícia para a Vida, Ignacio Carrasco de Paula. O bispo declarou que a Igreja não condena a norte-americana e sim o ato de suicídio escolhido por ela para encerrar sua dor e sofrimento, bem como o de sua família.

“Esta mulher fez isto pensando que poderia morrer com dignidade, mas é aí que reside o erro: cometer suicídio não é uma coisa boaé uma coisa perversa, porque é dizer não tanto à própria vida quanto a tudo o que significa respeito pela nossa missão neste mundo e por aqueles que nos são próximos”, sublinhou Carrasco de Paula, em declarações à agência de notícias italiana, ANSA (DN Globo).

Maynard também foi criticada por colaborar com a arrecadação de “fundos através da Compassion & Choices para defender o suicídio assistido como uma opção para pacientes terminais como ela, um ato que difere das opções mais discretas que muitos outros em sua posição escolhem” (G1). Diferente dela, muitos pacientes cometem suicídio de outras maneiras ao receberem o diagnóstico de doenças dessa natureza.

O físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking é um dos defensores do suicídio assistido. Diagnosticado aos 21 anos de idade com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o cientista hoje com 71 anos, é mundialmente conhecido por seus trabalhos sobre buracos negros. Hawking declarou apoio ao direito de suicídio desde que a pessoa envolvida faça esta escolha de maneira consciente e sem qualquer tipo de pressionamento para tal decisão. Em entrevista à BBC, Stephen declarou: “Eu acho que aqueles que têm uma doença terminal e estão sob grande dor devem ter o direito de escolher terminar com sua vida, e aqueles que os ajudarem devem estar livres de acusação”.

Stephen Hawking
Stephen Hawking

Na Inglaterra este ato é considerado crime; seus opositores defendem que flexibilizar a lei pode pôr as pessoas vulneráveis em risco. “Segundo registros, 1.173 pessoas já se valeram do Death with Dignity Act (Ato pela Morte com Dignidade) para solicitar receitas de drogas letais no Estado do Oregon. Deste total, 752 pacientes usaram medicamentos para morrer” (G1). Criticada por uns, elogiada e encorajada por outros, Brittany tornou-se o rosto dos pacientes em estado terminal e que anseiam por uma morte digna, aliviando e abreviando seu sofrimento, bem como de seus familiares e amigos.

De acordo com a antropóloga Débora Diniz, “professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, desde o início, a postura de Brittany contou pontos a favor daqueles que defendem o direito ao suicídio assistido. ‘Foi um caso bastante sensível e delicado, mas importante para o debate. Os oponentes do suicídio assistido alegam que as pessoas tomam essa decisão em um ato intempestivo. Brittany transformou isso num processo feliz’” (UAI).

Segundo a pesquisadora, no Brasil as discussões legais sobre o suicídio assistido são quase nulas, assim como no que se refere à eutanásia. A falta de leis e de um debate qualificado sobre o tema resulta em casos dramáticos, como situações em que pacientes levados pelo desespero acabam se submetendo a envenenamentos ou outras formas de por fim à própria vida.  Para muitos o assunto transcende o campo científico e legislativo e adentra a esfera espiritual; no entanto, é fato que há a necessidade de discussão sobre o tema, posto que não se trata apenas de um posicionamento coletivo, mas dos direitos individuais garantidos aos cidadãos pela Constituição.

Brittany Maynard morreu em 1º de novembro deste ano (data previamente escolhida por ela) em sua casa, em Portland, ao lado do marido, da mãe e de um médico amigo da família. Em suas últimas palavras dirigidas ao público, Brittany escreveu: “O mundo é um lugar bonito, viajar foi meu melhor professor, meus amigos próximos e meus pais são os que mais se doaram para mim. Tenho, inclusive, um círculo de apoio ao redor da minha cama enquanto escrevo… Adeus, mundo. Espalhem boa energia. Vale a pena!”.

Núrya Ramos

Fontes:

Californiana com câncer muda para Oregon para realizar suicídio assistido. Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/californiana-com-cancer-muda-para-oregon-para-realizar-suicidio-assistido.html.

Decisão de Brittany Maynard dá nova voz ao suicídio assistido; falta debate sobre o tema no Brasil. Disponível em: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/11/04/noticia_saudeplena,151111/decisao-de-brittany-maynard-da-nova-voz-ao-suicidio-assistido-falta-d.shtml.

Físico Stephen Hawking defende direito ao suicídio assistido. Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/09/fisico-stephen-hawking-defende-direito-ao-suicidio-assistido.html.

Jovem com câncer terminal decide morrer em 1º de novembro. Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/jovem-com-cancer-terminal-decide-morrer-em-1-de-novembro.html.

Suicídio assistido de Brittany Maynard é “perverso”. Disponível em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4219440.

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