agosto 23

Bela e cruel: a história de Erzsebet Báthory, a Condessa sangrenta

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A condessa Erzsebet Báthory (grafia original) ou Elizabeth Báthory (nome pelo qual também é conhecida) (Nyírbátor, 7 de agosto de 1560 — Csejte, 21 de agosto de 1614), foi uma das mulheres mais cruéis e sanguinárias que já existiram. Erzsebet tem ultrapassado os séculos mantendo-se na história, sendo conhecida como “A condessa sangrenta” ou “A condessa Drácula”. Os pais de Báthory pertenciam à famílias aristocráticas da Hungria: seu pai, o barão György Báthory, era irmão do príncipe András da Transilvânia; e sua mãe, Anna Báthory, era irmã do rei da Polônia; Erzsebet também era prima do marido da arquiduquesa Maria Cristina de Habsburgo, filha de Carlos II da Áustria.

Cresceu numa época em que forças turcas conquistaram a maior parte do território húngaro, tornando este um campo de batalha entre Turquia e Áustria. Ainda criança apresentou doenças repentinas, comportamento incontrolável e ataques epiléticos. Erzsebet era dotada de excepcional inteligência e possuía pleno controle de suas faculdades mentais.

Aos 11 anos ficou noiva do Conde Ferenc Nadasdy, passando a viver no castelo de sua família; aos 14 engravidou de um camponês, fato que a fez fugir para não complicar o casamento (Báthory deu à luz uma menina chamada Anastasia que veio a ser dada em adoção a um casal de camponeses); em maio de 1575 ela e o noivo se casaram. O Conde era oficial do exército e quando não estava em batalha ensinava à esposa métodos de tortura que deveriam ser aplicados a criados tidos como indisciplinados; no entanto, diz-se que Nadasdy não tinha conhecimento dos atos cruéis cometidos pela esposa na sua ausência.

Gravura de Erzsebet Báthory em um banho de sangue
Gravura de Erzsebet Báthory em um banho de sangue

Quando adulta, tornou-se uma das mais belas aristocratas de sua época, porém sua crueldade era imensurável, pois não só punia criados como inventava motivos para as punições e se deleitava com o sofrimento alheio, como enfiar agulhas embaixo das unhas ou nos mamilos das vítimas. Por volta de 1585 deu à luz uma menina – Anna; depois à Ursula, Katherina e em 1598 à um menino – Paul.

Em 1604 ficou viúva, fato que a fez mudar-se para Viena; a partir daí seus atos tornam-se mais cruéis e depravados. Erzsebet ganhou então uma companheira em seus crimes – Anna Darvulia, uma suposta praticamente de rituais de magia negra – que ensinou a ela novos meios de tortura, bem como lhe incitou o hábito de tomar banhos de sangue: diz-se que no inverno ela colocava suas criadas na neve e as banhava com água fria para que morressem por hipotermia; no verão amarrava suas vítimas e as banhava com mel, para que fossem devoradas vivas por insetos e outros animais. Marcava criadas com ferro quente, incendiava seus pelos pubianos e chegou a ter uma jaula em seu porão para torturar suas vítimas. Obsecada pela beleza e ávida buscadora da eterna juventude, a Condessa banhava-se no sangue das vítimas a fim de manter-se jovem e bela.

Em 1609, por ocasião de problemas de saúde, Darvulia não mais foi cúmplice da Condessa, porém ela arrebanhou outros para ajudá-la: um jovem chamado Janos, a ama de seus filhos – Helena Jo -, Dorothea Szentos, sua governanta, e Katarina Beneczky, uma jovem lavadeira por ela acolhida. Daí em diante deslizes como deixar corpos abandonados ao redor de sua moradia começaram a se tornar frequentes, o que acendeu sobre ela suspeitas de assassinato, dando origem a investigações sobre os crimes em 1610, ano em que foi presa e julgada.

Ruínas do Castelo de Erzsebet Báthory
Ruínas do Castelo de Erzsebet Báthory

Em 1611, como prova de sua crueldade, foram encontradas anotações com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela Condessa; além dos depoimentos de testemunhas. Seus cúmplices foram condenados à morte (apenas Katarina foi poupada provavelmente por ter se envolvido com um dos juízes) e Báthory à prisão perpétua em seu próprio castelo, num aposento sem portas nem janelas. Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614, aos 54 anos, tendo sido sepultada nas terras de Báthory, em Ecsed. Seu nome é reconhecido em toda a Europa como sinônimo de beleza e crueldade.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/misterios/bathory.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_Bathory

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Posted 23/08/2014 by Núrya Ramos in category "História

About the Author

Núrya Ramos é graduada em Serviço Social, pós-graduada em Políticas Públicas e Intervenção Social e atualmente é pós-graduanda em Gestão e Elaboração de Projetos Sociais. Atuou como tutora presencial na Universidade Anhanguera – UNIDERP (2012-2015) e como professora universitária no CEFELMA – Centro de Formação Educacional do Leste Maranhense (2012-2014). Apaixonada por literatura, música, cinema, culinária, mitologia, séries, futebol, fotografia, artes em geral e animais, também é poetisa amadora e flamenguista de carteirinha. Sonha em ser arqueóloga e percorrer o mundo desvendando os mistérios da nossa história.

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