agosto 15

Robin Williams: luto na sétima arte

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Esta semana o mundo da sétima arte entristeceu: em 11 de agosto, o ator e comediante estadunidense Robin Williams foi encontrado morto em sua casa em Tiburon – Califórnia. Embora seja mais conhecido por suas inesquecíveis interpretações no cinema, Robin ganhou fama na TV – na série Mork & Mindy, onde interpretou o alienígena Mork. Morto aos 63 anos, o ator tem várias premiações em sua carreira, entre elas Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme Good Will Hunting (1997), seis Prêmios Globo de Ouro e cinco Grammys.

Matt Damon e Robin Williams em 'Gênio Indomável'
Matt Damon e Robin Williams em ‘Gênio Indomável’

Dono de um talento monstruoso e memorável Williams brilhou em filmes como Bom dia, Vietnã (1987), Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Patch Adams – o amor é contagioso (1998) e O Homem Bicentenário (1999). Porém entre o sucesso, a fama e tudo o mais que o rodeava, o ator vivia seu drama pessoal: durante o final da década de 1970, desenvolveu o vício por cocaína; tempos depois declarou ter abandonada a droga, e em 2006 inscreveu-se num centro de reabilitação para dependentes químicos (ocasião em que declarou-se alcóolatra).

Em 11 de agosto deste ano fomos todos surpreendidos com a notícia da morte do ator; em 12 de agosto a polícia da Califórnia anunciou a causa da morte do astro: asfixia por enforcamento (ele foi encontrado com um cinto em volta do pescoço). Conforme divulgado na mídia, Williams lutava contra uma forte depressão; o que pode ter influenciado ou mesmo causado o suicídio.

Robin Williams em 'Uma babá quase perfeita'
Robin Williams em ‘Uma babá quase perfeita’

A morte repentina do talentoso ator e comediante traz à tona vários questionamentos: Qual o peso da fama para quem a possui? O que leva pessoas que parecem ter a vida dos sonhos a cometerem suicídio? Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 3.000 pessoas cometem suicídio por dia em todo o mundo. Pensando nestas e em outras questões referentes ao assunto lembrei-me de outros famosos que tiraram suas vidas – muitos no auge da carreira:

Michael Hutchence (1997) – semelhante a Robin Williams o vocalista do INXS também se enforcou com um cinto.

Lucy Gordon (2009) – a atriz e modelo britânica enforcou-se no seu apartamento em Paris.

Ariclê Peres (2006) – a atriz brasileira suicidou-se pulando da janela de seu apartamento em Higienópolis (SP).

Heath Ledger (2008) – o astro de O Segredo de Broke Break Mountain teria se suicidado ingerindo vários tipos de medicamentos diferentes, o que resultou numa intoxicação aguda.

Kurt Cobain (1994) – o líder e vocalista do Nirvana suicidou-se com um tiro na cabeça.

Ruslana Korshunova (2008) – a modelo russa de 20 anos de idade atirou-se de um prédio em Manhattan, Nova York.

Essas e outras celebridades em algum momento de sua existência não suportaram o peso da fama, do sucesso ou da ausência destes e tiraram suas próprias vidas. Que fique claro aqui que este post não tem como propósito julgar os que cometeram suicídio (posto que é algo muito delicado), mas sim que possamos refletir sobre coisas que frequentemente nós, anônimos, também desejamos: fama, dinheiro, poder, sucesso. Mas quantas coisas somam-se a estas e sufocam um ser humano? Não são apenas celebridades que tiram suas vidas, mas milhares de pessoas todos os anos ao redor do mundo fazem isso; ao que parece conquistas e perdas tem pesos diferenciados, e muitas vezes significam mais do que aparentam. A tal vida dos sonhos pode não ser tão perfeita quanto pensamos.

Robin Williams em 'Patch Adams - o amor é contagioso'
Robin Williams em ‘Patch Adams – o amor é contagioso’

Embora a morte de Robin Williams tenha calado um talento genial, com certeza sua imagem não será sepultada; suas atuações brilhantes e seu jeito simples de fazer humor certamente são a maior herança deixada pelo ator ao mundo do cinema e da TV. É certo que fará falta o cidadão que ele foi, assim como sua ausência e humor espontâneo serão sempre sentidos. Aos que já se deliciaram com alguns de seus papéis fica uma pontinha de tristeza; mas a alegria de vê-lo em atuação com certeza será sempre muito maior.

Núrya Ramos

 

Fontes:

http://www.abcdasaude.com.br/psiquiatria/suicidio

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/investigacoes-indicam-que-morte-de-robin-williams-foi-por-enforcamento.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Robin_Williams

 

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Posted 15/08/2014 by Núrya Ramos in category "Cinema

About the Author

Núrya Ramos é graduada em Serviço Social, pós-graduada em Políticas Públicas e Intervenção Social e atualmente é pós-graduanda em Gestão e Elaboração de Projetos Sociais. Atuou como tutora presencial na Universidade Anhanguera – UNIDERP (2012-2015) e como professora universitária no CEFELMA – Centro de Formação Educacional do Leste Maranhense (2012-2014). Apaixonada por literatura, música, cinema, culinária, mitologia, séries, futebol, fotografia, artes em geral e animais, também é poetisa amadora e flamenguista de carteirinha. Sonha em ser arqueóloga e percorrer o mundo desvendando os mistérios da nossa história.

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